AS REFORMAS TÃO NECESSÁRIAS, E OS SINDICATOS TÃO RETRÓGRADOS

25/03/2017 0 Por Carlos Joaquim
Os nossos sindicatos, regra geral, são de difícil diálogo. Geralmente, em suas manifestações, agem de forma agressiva e criticam, e condenam com veemência, tudo aquilo que as Empresas e seus funcionários precisam para melhorar seus resultados sociais e financeiros. Muitos Sindicatos, agem comprometendo o futuro dos cidadãos brasileiros. Atrapalham muito e ajudam quase nada!
Sempre que algo novo está sendo proposto, a reação dos Sindicatos é coerente com o atraso e eles não visualizam benesses. A questão das Terceirizações é um exemplo emblemático, e muitos estão fazendo um estardalhaço danado sem uma razão lógica, porque os trabalhadores não perderão nenhum direito trabalhista, e o que está sendo proposto é muito melhor para o trabalhador do que já tínhamos. Antes haviam súmulas, agora estão sendo propostas Leis!
Sem comentar que as Terceirizações nas Empresas, já existem no Brasil, pelo menos há 25 anos, e elas foram criadas essencialmente para reduzir o custo das Empresas com o trabalho braçal, e os terceirizados sempre tiveram seus direitos trabalhistas garantidos. Em todo este tempo não me consta que os terceirizados foram prejudicados.
O Imposto Sindical é uma obrigação (Um dia de seu salário por ano) que nenhum sindicalizado gosta de pagar porque os Sindicatos, verdade nua e crua, não defendem os interesses da classe trabalhadora. Sem falar que há muitos Sindicatos de fachada…
A economia brasileira precisa voltar a crescer e a se desenvolver. Precisamos eliminar ou minimizar as dificuldades que redundam em aumento de emprego e em aumento de empreendedores. E os Sindicatos são contra a Lei das Terceirizações, são contra a Reforma da Previdência, e são contra a Reforma Trabalhista. Nós precisamos mudar o que está dando errado e os Sindicatos não veem isso!
A Reforma da Previdência, déficits do Regime Geral e o dos Servidores Públicos (bem diferenciado), atingiram R$227 bilhões no ano de 2016, por isso é indispensável e urgente acontecer, sob pena de colapsar todo nosso sistema de aposentadorias. E os Estados e os Municípios são os que mais necessitam dela por causa da aposentadoria mais precoce de seus servidores. Não há como contestar isso. Não há como negar isso!
No Brasil, praticamente a metade dos servidores públicos se aposenta com idade mínima de 50 anos, muito diferente portanto dos trabalhadores da iniciativa privada. Uma injustiça social de longa data e que ninguém corrige!
Acontece que muitos morrem pela própria boca e os excessos de benefícios dos servidores públicos termina achatando os seus salários, e segundo o economista José Francisco Afonso, o Estado do Rio Grande do Sul é o que mais gasta com servidores públicos inativos, mas concomitantemente, é o que gasta menos com servidores públicos ativos, em prejuízo aos últimos e à Sociedade que não recebe os serviços que precisa.
Observem que em torno da metade dos Estados do Brasil gasta com Previdência entre 16% e 34% de sua receita líquida, e quem mais gasta são exatamente aqueles em pior situação financeira, ou seja, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Não dá para deixar como está… Os sindicatos precisam se reciclar… Só há jurássicos por lá…
João Antonio Pagliosa
Curitiba, 25 de março de 2017.