Dias 25 e 26 de março, sábado e domingo Ciclo de Teatro Amador do Concelho com espetáculos em Cantanhede, Sanguinheira, Covões e Franciscas

22/03/2017 0 Por Carlos Joaquim
próxima
jornada do 19.º Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede tem
programadas para este fim de semana mais quatro atuações, duas das
quais serão estreias no certame, designadamente as do Grupo de
Teatro “Renascer” da Sanguinheira e do Grupo de Teatro “Os
Esticadinhos” de Cantanhede, neste caso um regresso depois de
algumas edições de ausência. Em itinerância vão estar o GATT –
Grupo Amador de Teatro da Tocha e o Novo Rumo – Grupo Teatro de
Amadores de Ançã, que irão apresentar as suas peças nas
comunidades de duas entidades congéneres.
No
sábado, às 21h30, o Grupo de Teatro “Renascer” apresenta no
salão Paroquial da Sanguinheira uma nova edição do TVG –
Televisão Gandaresa, espetáculo constituído por vários sketches
que têm como fio condutor uma emissão televisiva com divertidos
e diversificados conteúdos: As Lições do Tonecas,
Telejornal
e Casting dos Cromos são algumas das propostas
de uma grelha de programas que também contempla compromissos
publicitários.
Também
no sábado, igualmente às 21h30, o Grupo de Teatro “Os
Esticadinhos” estreia na sua sede Henrique V Que Queria Ser o
Primeiro
, a partir do texto original do dramaturgo brasileiro
Emílio Boechat. Esta divertida comédia relata a guerra de poder
entre Henrique V, Rei da Escócia, e Luís I, Rei de França,
abordando as principais implicações de um processo dessa natureza
numa narrativa que dá conta das aventuras e desventuras amorosas
próprias da história. Será a Rainha Elisabeth quem por fim
assumirá o poder e o governo de Inglaterra, casando posteriormente
com o Rei de França, o que conduz à união de ambas as coroas
reais.
No
domingo, às 15h30, o GATT – Grupo Amador de Teatro da Tocha sobe
ao palco do auditório da Filarmónica de Covões para representar As
Duas Cartas
. Trata-se de uma comédia de costumes a partir de um
texto original de Júlio Dinis que tem a ação centrada em dois
jovens de classes sociais completamente diferentes que lutam pela
conquista da mesma donzela. A troca involuntária de sobrescritos,
cujos conteúdos são completamente antagónicos, proporciona um
conjunto de peripécias e equívocos que, após os devidos
esclarecimentos, proporcionam um final feliz.
Ainda
no domingo, 26 de março, o Novo Rumo – Grupo de Teatro de Amadores
de Ançã atua na sede da Associação do Grupo Musical das
Franciscas pelas 15h30. Em cena vai estar A Bela e o Monstro,
comédia da autoria de Steve Johnston cuja ação decorre na
pacata aldeia de Brescos (Alentejo). Vicente Leão, um alentejano
rico, apaixona-se por Preciosa, uma pobre moça que vem servir para
sua casa, onde Dona Custódia, a governanta, alimenta há muito uma
paixão não correspondida pelo patrão. Maquiavélica e astuta,
Custódia tenta de tudo para afastar Preciosa de Leão, desde as
poções mágicas do Dr. Albright, charlatão lá do sítio, aos
conselhos da bruxa Judite, entre outros sortilégios desta hilariante
história em que realidade e fantasia se cruzam a cada cena.

Sobre
o grupo Teatro Renascer da Sanguinheira
O
Grupo de Teatro Renascer é uma secção do Centro Social de Recreio
e Cultura da Sanguinheira (C.S.R.C.S.), a associação com atividade
cultural (organizada) mais antiga da Freguesia da Sanguinheira,
estreando-se ao público pela primeira vez em 26 de março de 1981.
O
Grupo surgiu da vontade de um conjunto de jovens representar. Iniciou
a sua atividade nessa altura para não mais cessar e levar
continuamente a palco, todos os anos, peças de autores consagrados,
como também algumas escritas por elementos ligados ao grupo, tanto
da Sanguinheira como de outras localidades.
Para
além das peças de teatro, que tem apresentado publicamente durante
os largos anos de existência, os elementos do grupo também
participaram em várias edições da Feira Medieval de Coimbra, como
figurantes, e entre os seus associados encontramos os fundadores da
primeira associação da Freguesia da Sanguinheira (C.S.R.C.S.).

Sobre
o Grupo de Teatro “Os Esticadinhos” de Cantanhede
O
Rancho Regional “Os Esticadinhos” de Cantanhede, fundado em 1935,
conhecido e reconhecido pelos seus pares, mesmo além-fronteiras, de
modo a construir mais uma fonte onde as suas gentes pudessem beber
cultura, formou em 1985 o grupo de teatro “Os Esticadinhos”. Para
a sua génese em muito contribuíram Carlos Garcia, que fazia parte
da direção desta coletividade desde então, e António Francisco,
conhecido por todos como “Chico Carteiro”, o qual durante anos
coordenou as peças de teatro (“Culpa e perdão”; “Malditas
letras”; “Deus, ciência e caridade”; “Marido da minha
mulher”; “Código penal”; “como se vingam as mulheres”;
“Erro judicial”; “Meu marido que Deus o haja”; “Justiça ou
vingança”; “Criado distraído”; “A órfã”; “Que
mulheres”; “Casa de Pais”; “Cavalheiro respeitável”; “Duas
causas”; “Marido de duas mulheres”; “Filho pródigo”; “Tire
daí a menina”; “Filho sozinho”; “Flor da Aldeia”; “Crime
de uma mulher honesta”; “Namoro engraçado”; “Rainha Santa”
e “Processo de Jesus”). A peça “Processo de Jesus” foi
relevante, tendo alcançado um êxito a nível de teatro amador no
concelho. Participaram quatro dezenas de personagens, elementos do
grupo, bem como atores dos grupos de teatro das Franciscas, Murtede,
Sanguinheira e Vila Nova de Outil. Esta peça foi a palco em todas as
localidades referidas e várias vezes na cidade de Cantanhede,
chegando a ser apresentada na cidade de Viseu no ano de 2000.
Em
2003 foi levada a palco a peça “Inês de Castro” encenada por
Dulce Sancho.
Em
2004, passou a coordenar o grupo de teatro Carlos Pacheco, o qual
encenou e levou a palco as peças “Terra Prometida”, “Está lá
fora o Sr. Inspetor”, “Tá tudo Maluco”, “Hotel 69”, “Inês
de Castro e Rainha Santa” e “A Sr.ª Presidenta”. Todas as
peças referidas são originais escritas pelo próprio Carlos Pacheco
e apresentadas no Ciclo de Teatro promovido pelo Município entre os
anos de 2004 a 2011.
Por
ser uma vontade da Direção do Rancho Regional “Os Esticadinhos”
e uma valência de grande importância e expressão cultural e de
lazer, em 2016 foi ativado o Grupo de Teatro “Esticadinhos”, do
qual é responsável Fernando Geria, tendo reunido um grupo de
voluntários maioritariamente “esticadinhos”, movidos pelo
“bichinho do Teatro” e que de uma forma arrojada, mesmo em
contratempo, decidiram participar no XIX Ciclo de teatro do Município
de Cantanhede.

Sobre
o GATT – Grupo Amador de Teatro da Tocha
As
origens do GATT – Grupo Amador de Teatro da Tocha ninguém as sabe
ao certo e também não existe nenhum documento escrito onde estejam
registadas. São os elementos antigos com mais anos de casa que
contam, entre as memórias que ainda surgem, os momentos mais
marcantes de que há lembrança.
Os
ensaios decorriam na antiga sede, localizada na Rua Dr. José Gomes
da Cruz. A primeira peça foi levada à cena na década de 60, no
antigo Grémio de Instrução e Recreio da Tocha, onde se realizavam
os bailes (no atual café Esplanada), mas a continuidade perdeu-se.
É
na década de 70, pelas mãos de Júlio Garcia Simão, encenador e
antigo funcionário do Rovisco Pais, que o Grupo de Teatro ganha novo
alento. Mais tarde é substituído por Américo Guímaro, que levou à
cena a peça “A Forja”, também encenada no Festival de
Teatro de Montemor-o-Velho. É com ele que se estreia a peça “Frei
Thomaz”.
Segue-se
novamente um período de interregno, onde apenas se fazem alguns
“sketches”, para em 1984 Júlio Campante, de Coimbra mas
casado com a professora da escola primária da Tocha, dar uma nova
dinâmica ao Grupo Amador de Teatro, que com ele começou a atuar em
palcos um pouco por todo o país.
O
bichinho do teatro ficou de vez, e já na sede da Associação
Recreativa e Cultural 1.º de Maio da Tocha, “o salão encheu-se
um punhado de vezes”. A população aderia aos espetáculos e é
com o Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede e a participação no
certame que o grupo se revitaliza e se consolida, ficando apenas
marcada por um interregno de um ano, em 2003, devido a um vazio de
direção instalado, e em 2012, por doença do ator principal,
Américo Romão.
O
Grupo de Teatro Amador da Tocha já levou a palco diversas peças de
diferentes estilos, tais como “A Casa dos Pais”, “Entre
Giestas”, “A Mala de Bernardete”, “Serão Homens
Amanhã”, “Há Horas Diabólicas”, “As Duas
Cartas”, “Uma Sardinha para Três”, “Terra
Firme”, “Frei Thomaz”, levada a palco na década de
1970 e que em 2009 voltou a estar em cena, seguida de “Falar
Verdade a Mentir”, “A Forja”, “O Doente Imaginário”, uma
adaptação do original da autoria de Molière, “Verdades e
mentiras da vida real”, um original da autoria de José Maria
Giraldo, e Desejo Voraz, peça com que encerrou a 18.ª edição do
Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede.

Sobre
o Novo Rumo – Grupo de Teatro de Amadores de Ançã
O
Novo Rumo – Grupo de Teatro de Amadores de Ançã é um grupo que
nasceu da vontade de muitos amantes desta arte cénica, no ano de
1983, a 28 de março. Após um início conturbado, este grupo entrou
numa fase de paragem e reflexão.
Em
março de 2002, por convite da Junta de Freguesia de Ançã, na
pessoa do então Presidente da Junta de Freguesia Dr. Pedro Cardoso,
foram convidados todos quantos já haviam participado no referido
grupo, no sentido de fazer reiniciar a sua atividade.
Retomada
a atividade regular, o grupo tem vindo a participar ativamente no
Ciclo de Teatro do Concelho de Cantanhede e esporadicamente no Ciclo
de Primavera do INATEL, registando enorme acolhimento junto do
público que o tem recebido.
O
Novo Rumo, apesar de muitos anos de existência, começou do zero.
Não existiam peças pertencentes ao grupo, não existia qualquer
tipo de material cénico (roupas ou qualquer outro tipo de adereços),
não tem um espaço próprio, com disponibilidade e condições de
trabalho para ensaios e apresentações e os fundos são parcos.
Apenas existe muito boa vontade, esforço, entusiasmo e paixão de
todos os elementos que compõem o grupo.
Porém,
porque sempre foi convicção deste grupo que, criando melhores
condições de trabalho e apresentação de peças, este entusiasmo
poderia ser ainda maior, dinamizando o público mais jovem para este
tipo de arte, foi crescendo e adquirindo equipamento que permitisse
melhorar cada vez mais o produto final a apresentar ao público.
Neste
momento, dispõe de equipamento de som e luz, vocacionado para este
trabalho e de excelente qualidade, adquirido com esforço dos
elementos, ajuda dos sócios e a comparticipação da Junta de
Freguesia e da Câmara Municipal.
Desde
o reinício do Grupo foram já levadas a cena as seguintes peças:
Hora de partir, drama; O Gato, comédia; O meu Amor
é traiçoeiro
, drama; Os trinta botões, comédia; O
amor
, comédia; Aqui há fantasmas, comédia; O céu da
minha rua
, farsa; Sonho de uma noite de verão, comédia.
O
Grupo de Teatro “Novo Rumo”, num processo de evolução natural,
sentiu necessidade de divulgar as artes cénicas e o gosto por esta
forma de arte milenar junto de um público mais infantil, por
considerar ser este um desafio que apesar de exigente, poderia dar
muitos frutos. Por isso, desde 2006 tem vindo a apresentar peças
infantis, que pelo seu sucesso os motiva a fazer mais e melhor! Tem
envolvido cerca de 10 crianças por peça e tem sido apresentada
localmente, em algumas localidades, escolas do concelho e Hospital
Pediátrico de Coimbra, com enorme sucesso. Peças Infantis já
apresentadas: Ursinho Guloso – 2007; D. Tão Parlapatão – 2008;
Biscoitos de Natal – 2008.
Após
um período de interregno, em outubro de 2013, o Grupo de Teatro
“Novo Rumo” retomou as suas atividades e participou na 16.ª
edição do Ciclo de Teatro Amador, organizado pela Câmara Municipal
de Cantanhede, com a peça “Uma Bomba Chamada Etelvina”, uma
comédia escrita por Henrique Santana e Ribeirinho, posteriormente
representou “dois maridos em apuros” e na última edição levou
a palco “Daqui fala o morto”, de Carlos Llopis.