Taxa Turística: Câmara de Lisboa atinge em sete meses receita prevista para todo o ano
A cobrança da taxa turística de Lisboa nas dormidas na
cidade, entre Janeiro e Julho, rendeu à Câmara Municipal sete milhões de euros,
valor que já se equipara à receita prevista para todo o ano, segundo dados hoje
divulgados.
cidade, entre Janeiro e Julho, rendeu à Câmara Municipal sete milhões de euros,
valor que já se equipara à receita prevista para todo o ano, segundo dados hoje
divulgados.
“Entre 01 de Janeiro e 31 de Julho, a taxa
turística permitiu arrecadar cerca de sete milhões de euros”, disse à
agência Lusa o gabinete do vereador das Finanças.
turística permitiu arrecadar cerca de sete milhões de euros”, disse à
agência Lusa o gabinete do vereador das Finanças.
Segundo a autarquia, estão já inscritos 3.588
estabelecimentos na plataforma usada para monitorizar a taxa, número que inclui
201 hotéis e 3.211 alojamentos locais.
estabelecimentos na plataforma usada para monitorizar a taxa, número que inclui
201 hotéis e 3.211 alojamentos locais.
Estão ainda abrangidas 176 unidades não especificadas
“com registo em curso”, adiantou o município.
“com registo em curso”, adiantou o município.
Aprovada em 2014, a Taxa Municipal Turística começou a
ser aplicada em Janeiro sobre as dormidas de turistas nacionais (incluindo
lisboetas) e estrangeiros nas unidades hoteleiras e de alojamento local, sendo
cobrado um euro por noite até um máximo de sete euros.
ser aplicada em Janeiro sobre as dormidas de turistas nacionais (incluindo
lisboetas) e estrangeiros nas unidades hoteleiras e de alojamento local, sendo
cobrado um euro por noite até um máximo de sete euros.
No orçamento para este ano, a autarquia apontava uma
estimativa de receita de 15,7 milhões de euros, sendo que metade do valor dizia
respeito às dormidas de turistas na cidade.
estimativa de receita de 15,7 milhões de euros, sendo que metade do valor dizia
respeito às dormidas de turistas na cidade.
O restante deveria ser conseguido através da aplicação
da taxa nas chegadas por via aérea e marítima a Lisboa, mas ainda não foi
anunciado como.
da taxa nas chegadas por via aérea e marítima a Lisboa, mas ainda não foi
anunciado como.
Em 2015, a ANA – Aeroportos de Portugal assumiu a
responsabilidade pelo pagamento nas chegadas ao aeroporto, o que lhe custou 3,8
milhões de euros, mas informou não estar disponível para o fazer este ano.
responsabilidade pelo pagamento nas chegadas ao aeroporto, o que lhe custou 3,8
milhões de euros, mas informou não estar disponível para o fazer este ano.
Num balanço feito à Lusa em junho passado, referente
aos meses de janeiro a maio, o município divulgou ter arrecadado cerca de 3,9
milhões de euros com a cobrança da taxa nas dormidas.
aos meses de janeiro a maio, o município divulgou ter arrecadado cerca de 3,9
milhões de euros com a cobrança da taxa nas dormidas.
Na altura, existiam 3.147 registos na plataforma de
monitorização da taxa: 198 unidades de hotelaria e 2.793 de alojamento local e
outros 156 estabelecimentos com registo em curso.
monitorização da taxa: 198 unidades de hotelaria e 2.793 de alojamento local e
outros 156 estabelecimentos com registo em curso.
De acordo com a informação do município agora
transmitida à Lusa, os sete milhões de euros conseguidos até julho incluem
“500 mil euros entregues pela Airbnb, ao abrigo do protocolo feito entre
as duas entidades, respeitantes aos meses de maio e junho”.
transmitida à Lusa, os sete milhões de euros conseguidos até julho incluem
“500 mil euros entregues pela Airbnb, ao abrigo do protocolo feito entre
as duas entidades, respeitantes aos meses de maio e junho”.
Desde 01 de maio que a Airbnb, plataforma ‘online’
para aluguer de quartos e casas (por curtos períodos de tempo), faz a coleta da
taxa turística, paga por quem se aloja em Lisboa, e envia trimestralmente a
receita à autarquia em nomes dos seus anfitriões.
para aluguer de quartos e casas (por curtos períodos de tempo), faz a coleta da
taxa turística, paga por quem se aloja em Lisboa, e envia trimestralmente a
receita à autarquia em nomes dos seus anfitriões.
O valor arrecadado com a taxa reverte para o Fundo de
Desenvolvimento Turístico de Lisboa, criado para financiar investimentos na
cidade.
Desenvolvimento Turístico de Lisboa, criado para financiar investimentos na
cidade.
Hoje, será apresentada a estratégia e os projetos
abrangidos por esse fundo, numa cerimónia presidida pelo presidente do
município, Fernando Medina (PS) e que contará com o presidente da Associação da
Hotelaria de Portugal, Raul Martins, o diretor-geral da Associação da
Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), José Manuel Esteves, e
o diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa, Vítor Costa.
abrangidos por esse fundo, numa cerimónia presidida pelo presidente do
município, Fernando Medina (PS) e que contará com o presidente da Associação da
Hotelaria de Portugal, Raul Martins, o diretor-geral da Associação da
Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), José Manuel Esteves, e
o diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa, Vítor Costa.
A sessão inicia-se pelas 15:00 na sede da AHRESP.
Sabe-se, para já, que a taxa turística vai financiar
uma parte do novo Museu Judaico de Lisboa (orçado em cinco milhões de euros) e
da conclusão do Palácio Nacional da Ajuda (estimada em 15 milhões, em que
apenas seis milhões serão assegurados pela taxa).
uma parte do novo Museu Judaico de Lisboa (orçado em cinco milhões de euros) e
da conclusão do Palácio Nacional da Ajuda (estimada em 15 milhões, em que
apenas seis milhões serão assegurados pela taxa).
Em maio de 2015, foi também anunciado que a receita
resultante desta taxa iria suportar a instalação de um núcleo museológico
dedicado aos Descobrimentos portugueses na Avenida Ribeira das Naus, num
investimento de seis milhões de euros.
resultante desta taxa iria suportar a instalação de um núcleo museológico
dedicado aos Descobrimentos portugueses na Avenida Ribeira das Naus, num
investimento de seis milhões de euros.
sapo 24 / Lusa

