DESENVOLVIMENTO HUMANO? FMI EM SÃO TOMÉ QUER SEMEAR MAIS DIFICULDADES

27/09/2016 0 Por Carlos Joaquim
O
FMI está em São Tomé há alguns dias. Vai ali ficar até aos primeiros dias de
Outubro. Já diz que quer “esforços redobrados” do governo para cumprir metas. 
Aos são-tomenses vai acontecer mais
exploração, mais carências que as atualmente existentes. Tudo isso apesar de
Patrice Trovoada, primeiro-ministro repleto de poderes, usar na sua propaganda o chavão do
desenvolvimento humano que já está em curso e irá acelerar no futuro. Afirmou-o
há poucos dias em entrevista e também no seu discurso na ONU.
O
melhor é esperarmos sentados, para ver onde vai desembocar o tal propagandeado “desenvolvimento
humano” tão referido pelo PM santomense. Pelo descrédito que Patrice inspira pode
ser que infelizmente se confirme mais uma balela de Patrice. A ver vamos e cá estaremos atentos no PG.
Da
parte do FMI nada de melhor para os povos devemos esperar, antes pelo contrário. É o que se tem
visto, vivido e sentido. (PG)
FMI
quer “esforço redobrado” do Governo são-tomense para cumprir metas
Fundo
Monetário Internacional (FMI) está em S. Tomé e Príncipe numa missão de 15 dias
para uma segunda avaliação do programa que tem com aquele arquipélago lusófono.
O
Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou ao Governo são-tomense que faça
“um esforço redobrado” a nível fiscal para atingir as metas que a
instituição quer cumpridas até dezembro.

“Já se constatou que a nível fiscal é necessário um esforço redobrado para
se conseguirem atingir as metas que estão estabelecidas para dezembro e do
ponto de vista das reformas estruturais, é necessário fazê-las desenvolver um
pouco mais rapidamente”, afirmou David Owen, vice-diretor do Departamento
África do FMI.

O FMI iniciou segunda-feira (19.09) uma missão de 15 dias ao arquipélago para
uma segunda avaliação do programa que tem com o país.

“Basicamente estamos a fazer uma avaliação daquilo que foi conseguido até
ao mês de junho, nomeadamente no setor monetário e fiscal, ver que progressos é
que foram alcançados”, explicou o responsável do FMI, que se reuniu no
ministério são-tomense das Finanças com uma equipa integrada por representantes
das direções do tesouro, orçamento, imposto, alfândegas e contabilidade.


Falta de cumprimento das metas fixadas

O
Fundo Monetário Internacional constatou a falta de cumprimento pelas
autoridades são-tomenses das metas fixadas para os meses de janeiro a junho e o
Governo são-tomense justificou o aumento das despesas com o período eleitoral.

“Nós temos a plena consciência que este ano foi um ano um pouco difícil, é
um ano eleitoral e em qualquer país do mundo o ano eleitoral é caracterizado
por uma pressão sobre as despesas, mas nós temos a situação mais ou menos
controlada”, argumentou o ministro das Finanças e Administração pública,
Américo Ramos.

“Reconhecemos que no primeiro semestre tivemos que fazer mais despesas,
mas no segundo semestre tivemos que tomar as medidas para que consigamos
atingir a meta do final do ano”, acrescentou Américo Ramos.

O vice-diretor do Departamento Áfricado FMI disse que vários países africanos
têm-se confrontado com problemas de “um grande abrandamento da economia e
das suas exportações”, mas reconhece que “felizmente em São Tomé o
crescimento tem-se mantido bastante estável”.

Lusa
/ ar – Deutsche Welle

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setembro 25, 2016