Governo Filipino e rebeldes comunistas acordam prolongar trégua — Noruega
O governo filipino e os rebeldes
comunistas concordaram em prolongar, por tempo indefinido, a trégua decretada
no quadro das conversações de paz para pôr termo ao conflito de quase meio
século, anunciou hoje a Noruega.
comunistas concordaram em prolongar, por tempo indefinido, a trégua decretada
no quadro das conversações de paz para pôr termo ao conflito de quase meio
século, anunciou hoje a Noruega.
“Os representantes do governo
filipino e do movimento comunista Frente Democrática Nacional (NDF) vão assinar
a 26 de agosto, às 11:00 (10:00 em Lisboa), uma declaração conjunta na qual as
duas partes se comprometem com tréguas unilaterais sem limites temporais”,
revelou em comunicado a diplomacia norueguesa, que desempenha um papel de
mediador.
filipino e do movimento comunista Frente Democrática Nacional (NDF) vão assinar
a 26 de agosto, às 11:00 (10:00 em Lisboa), uma declaração conjunta na qual as
duas partes se comprometem com tréguas unilaterais sem limites temporais”,
revelou em comunicado a diplomacia norueguesa, que desempenha um papel de
mediador.
O governo filipino e os rebeldes
comunistas iniciaram na segunda-feira, em Oslo, negociações com vista a cessar
uma das mais antigas insurreições de Ásia.
comunistas iniciaram na segunda-feira, em Oslo, negociações com vista a cessar
uma das mais antigas insurreições de Ásia.
Como prelúdio da retoma das
conversações, as duas partes decidiram declarar provisoriamente tréguas
unilaterais.
conversações, as duas partes decidiram declarar provisoriamente tréguas
unilaterais.
Contudo, o cessar-fogo dos comunistas
deveria expirar no sábado.
deveria expirar no sábado.
Num clima facilitado pela eleição, em
maio, do Presidente Rodrigo Duterte, que fez da retoma do diálogo com os
comunistas uma prioridade, o governo filipino e os rebeldes fixaram, segundo
Manila, o objetivo de chegar a um acordo de paz dentro de um ano.
maio, do Presidente Rodrigo Duterte, que fez da retoma do diálogo com os
comunistas uma prioridade, o governo filipino e os rebeldes fixaram, segundo
Manila, o objetivo de chegar a um acordo de paz dentro de um ano.
Para acelerar o processo, escolheram
discutir, em simultâneo, ao contrário do que sucedeu em tentativas anteriores,
os diferentes dossiês que faltam negociar: reformas socioeconómicas, reformas
políticas e constitucionais e o fim das hostilidades.
discutir, em simultâneo, ao contrário do que sucedeu em tentativas anteriores,
os diferentes dossiês que faltam negociar: reformas socioeconómicas, reformas
políticas e constitucionais e o fim das hostilidades.
Fundado em dezembro de 1968, o Partido
Comunista das Filipinas — dirigido pela NDF — lançou três meses mais tarde
uma rebelião em resultado da qual foram mortas até hoje, pelo menos, 30 mil
pessoas, segundo estimativas oficiais.
Comunista das Filipinas — dirigido pela NDF — lançou três meses mais tarde
uma rebelião em resultado da qual foram mortas até hoje, pelo menos, 30 mil
pessoas, segundo estimativas oficiais.
O Novo Exército do Povo, o seu braço
armado, conta atualmente com cerca de 4.000 membros, contra 26.000 na década de
1980.
armado, conta atualmente com cerca de 4.000 membros, contra 26.000 na década de
1980.
A guerrilha beneficia do apoio da
população mais pobre das zonas rurais do país e é acusada de matar com
frequência membros das forças de segurança, assim como de práticas de extorsão
junto de empresas locais.
população mais pobre das zonas rurais do país e é acusada de matar com
frequência membros das forças de segurança, assim como de práticas de extorsão
junto de empresas locais.
Em 2010, o Presidente anterior, Benigno
Aquino, começou por lançar conversações de paz, que abandonou três anos mais
tarde, acusando a rebelião de falta de sinceridade. Os comunistas reclamaram
então a libertação de todos os seus membros presos, o que o Governo recusou.
Aquino, começou por lançar conversações de paz, que abandonou três anos mais
tarde, acusando a rebelião de falta de sinceridade. Os comunistas reclamaram
então a libertação de todos os seus membros presos, o que o Governo recusou.
Duterte, que iniciou funções no passado
dia 30 de junho, e conta com o líder comunista exilado, Jose Maria Sison, entre
os seus amigos, propôs já libertar alguns prisioneiros políticos.
dia 30 de junho, e conta com o líder comunista exilado, Jose Maria Sison, entre
os seus amigos, propôs já libertar alguns prisioneiros políticos.
DM (APL/FV) // JPS – Lusa
Publicada por TIMOR AGORA
Litoral
Centro – Comunicação e Imagem
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