Dúvidas sobre lei de Terras em Macau levam assembleia a ouvir mais de 40 horas de gravações
Macau, China, 26 ago (Lusa) — A
Assembleia de Macau vai ouvir gravações de 43 reuniões da comissão que analisou
a lei de Terras, para resolver dúvidas sobre o controverso diploma, que
sustenta a vaga de recuperação de terrenos que o Governo tem realizado.
Assembleia de Macau vai ouvir gravações de 43 reuniões da comissão que analisou
a lei de Terras, para resolver dúvidas sobre o controverso diploma, que
sustenta a vaga de recuperação de terrenos que o Governo tem realizado.
“Os trabalhos estão a decorrer, mas
vai ser [um processo] muito longo, [vamos] ouvir 43 reuniões da lei de
Terras”, disse hoje Ho Iat Seng, presidente da Assembleia Legislativa
(AL), durante o balanço anual dos trabalhos do hemiciclo.
vai ser [um processo] muito longo, [vamos] ouvir 43 reuniões da lei de
Terras”, disse hoje Ho Iat Seng, presidente da Assembleia Legislativa
(AL), durante o balanço anual dos trabalhos do hemiciclo.
Em causa está um pedido entregue pelo
deputado Gabriel Tong, nomeado pelo chefe do Executivo, acerca desta lei,
aprovada em 2013 e que veio fixar regras mais apertadas para aproveitamento de
um terreno, que caso não aconteça dentro do prazo é revertido para a
Administração.
deputado Gabriel Tong, nomeado pelo chefe do Executivo, acerca desta lei,
aprovada em 2013 e que veio fixar regras mais apertadas para aproveitamento de
um terreno, que caso não aconteça dentro do prazo é revertido para a
Administração.
O diploma tem sustentado uma série de
controversas recuperações de parcelas. Tong anunciou, em julho, a intenção de
apresentar o que chamou uma clarificação de um artigo da lei, de modo a permitir
prolongações dos prazos quando a culpa do não aproveitamento não é do
concessionário.
controversas recuperações de parcelas. Tong anunciou, em julho, a intenção de
apresentar o que chamou uma clarificação de um artigo da lei, de modo a permitir
prolongações dos prazos quando a culpa do não aproveitamento não é do
concessionário.
No entanto, a Assembleia considerou que
a iniciativa do deputado consistia numa proposta de alteração à lei e, para
isso, teria de contar com o consentimento do chefe do Executivo, dado que se
trata de um tema de interesse público. Se fosse apenas uma norma
interpretativa, tal não era necessário.
a iniciativa do deputado consistia numa proposta de alteração à lei e, para
isso, teria de contar com o consentimento do chefe do Executivo, dado que se
trata de um tema de interesse público. Se fosse apenas uma norma
interpretativa, tal não era necessário.
O diploma não entrou, portanto, na AL,
mas Tong, jurista de profissão, não desistiu, informou hoje Ho Iat Seng.
mas Tong, jurista de profissão, não desistiu, informou hoje Ho Iat Seng.
“Ele tem o seu ponto de vista, a
assessoria da AL tem outro. Têm de nos dar tempo. A assessoria entende que se
trata de uma inovação e não interpretação (…), precisava do consentimento do
chefe do Executivo. Só posso diligenciar para as audições das reuniões da
comissão, mas não me parece que haja muita discrepância entre o que foi
discutido e o que está na lei”, disse o presidente da AL.
assessoria da AL tem outro. Têm de nos dar tempo. A assessoria entende que se
trata de uma inovação e não interpretação (…), precisava do consentimento do
chefe do Executivo. Só posso diligenciar para as audições das reuniões da
comissão, mas não me parece que haja muita discrepância entre o que foi
discutido e o que está na lei”, disse o presidente da AL.
O tema dos terrenos — tanto a sua
recuperação como permutas que geraram dívidas — é, admitiu, “um tema
muito quente”, tendo até gerado uma queixa, na quinta-feira, ao
Comissariado contra a Corrupção, mas Ho considera que os deputados que
analisaram esta pasta fizeram o seu trabalho.
recuperação como permutas que geraram dívidas — é, admitiu, “um tema
muito quente”, tendo até gerado uma queixa, na quinta-feira, ao
Comissariado contra a Corrupção, mas Ho considera que os deputados que
analisaram esta pasta fizeram o seu trabalho.
“Apresentámos as nossas opiniões
numa vertente de fiscalização, não somos uma entidade julgadora”, indicou.
numa vertente de fiscalização, não somos uma entidade julgadora”, indicou.
Olhando para a próxima sessão, que
começa em outubro, Ho manifestou preocupação com a produção legislativa, já que
vão transitar dez diplomas.
começa em outubro, Ho manifestou preocupação com a produção legislativa, já que
vão transitar dez diplomas.
“Se na terceira sessão não
conseguimos produzir muito, na quarta não vamos conseguir fazer mais, até
porque muitos deputados vão estar a preparar-se para as eleições. Esse, para
mim, é o maior desafio”, afirmou.
conseguimos produzir muito, na quarta não vamos conseguir fazer mais, até
porque muitos deputados vão estar a preparar-se para as eleições. Esse, para
mim, é o maior desafio”, afirmou.
Entre outubro de 2015 e agosto deste
ano, a AL de Macau aprovou nove leis, incluindo a do combate à violência
doméstica, proteção dos animais e erro médico. Foram admitidos quatro projetos
de deputados, incluindo um para uma lei sindical, todos chumbados. Já dos dez
pedidos de debates de interesse público, apenas seis foram admitidos.
ano, a AL de Macau aprovou nove leis, incluindo a do combate à violência
doméstica, proteção dos animais e erro médico. Foram admitidos quatro projetos
de deputados, incluindo um para uma lei sindical, todos chumbados. Já dos dez
pedidos de debates de interesse público, apenas seis foram admitidos.
A assiduidade dos deputados nos
plenários foi de 94% e nas comissões de 84%. Apesar da frequência elevada,
alguns deputados estiveram frequentemente ausentes. Vítor Kwan, eleito por
sufrágio indireto, esteve presente em 32 dos 42 plenários e compareceu apenas
uma vez nas reuniões das comissões que integra.
plenários foi de 94% e nas comissões de 84%. Apesar da frequência elevada,
alguns deputados estiveram frequentemente ausentes. Vítor Kwan, eleito por
sufrágio indireto, esteve presente em 32 dos 42 plenários e compareceu apenas
uma vez nas reuniões das comissões que integra.
“Não posso obrigar os deputados a
participar nas reuniões. Nos plenários, como são transmitidos na televisão, é
melhor, mas nas comissões é pior”, comentou Ho.
participar nas reuniões. Nos plenários, como são transmitidos na televisão, é
melhor, mas nas comissões é pior”, comentou Ho.
ISG // EL – Lusa
Publicada por TIMOR AGORA
Litoral
Centro – Comunicação e Imagem
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