360º – Moniz Pereira, uma vida que “Valeu a Pena”, e seis sugestões de artigos para o arranque das férias
Agora as notícias más. O IMI da sua casa pode subir (e muito), se ela tiver boa vista e muito sol. A notícia é do Negócios.
No Brasil, a cinco dias do arranque dos Jogos Olímpicos, milhares sairam às ruas em protestos a favor e contra Dilma, a presidente suspensa. A votação final do impeachment será dia 29.
Por cá, na política caseira, Marques Mendes aconselhou a oposição a melhorar a sua atitude, sugerindo mesmo a Passos Coelho que aproveite as férias para “tomar banhos e esfriar a cabeça“.
No ensino superior, o ministro Manuel Heitor vai fazer um ataque cerrado às praxes e classifica as comissões de alunos que a elas se dedicam como “organizações secretas”.
Informação relevante

Muito mais do que o “sr. Atletismo” ou um “fazedor de campeões”. Mário Moniz Pereira morreu ontem aos 95 anos, depois de uma carreira em que levou atletas a 12 Jogos Olímpicos consecutivos, somando medalhas e títulos. Tudo graças a muito trabalho, o único segredo do sucesso, uma das frases que não se cansava de repetir. O sócio nº2 do Sporting deixa uma herança única no desporto português, que vai para além dos campeões do mestre Mário, de Carlos Lopes a Mamede, de Naide a Obikwelu. Ele era um “homem bom”, como lhe chamou Marcelo, um dos muitos que lhe prestaram homenagem. Que, sem saber uma nota, também escrevia e compunha música para os maiores, e deixou mais de 120 fados e canções. Uma vida que “Valeu a Pena“.
Depois do BCP e dos resultados dos testes de stress à banca europeia, o Novo Banco apresentou ontem os seus números. Um prejuízo de 362,6 milhões de euros no primeiro semestre do ano, comparativamente com os 251,9 milhões no mesmo período do ano passado. Mais um problema para António Ramalho que assume hoje a presidência do banco, sucedendo a Stock da Cunha. A solução, escreve o Público esta manhã, pode passar pelo Haitong, de José Maria Ricciardi, quefez uma proposta de recapitalização e aquisição parcial ao Banco de Portugal à margem do concurso público.
Notícia de outro interesse chinês na banca nacional. A Fosun, dona da Fidelidade, quer comprar 16,7% do BCP, percentagem que pode evoluir para 30%. Mas impõe várias condições para tornar efetivo o investimento. O interesse foi suficiente para as ações dispararem em bolsa (quase 10% esta manhã).
À medida que a investigação ao ataque terrorista na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia, avança, sabem-se mais pormenores macabros. “Arranjas uma faca, vais a uma igreja e fazes uma carnificina. Cortas duas ou três cabeças e está bem. Acabou-se”, disse Adel Kermiche na rede social Telegram antes de, com a ajuda do seu cúmplice Abdel Malik Nabil Petitjean, degolar o padre Jaques Hamel, de 86 anos, e tentar o mesmo com um paroquiano. Uma mesquita negou-se entretanto a enterrar o atacante, abatido pela polícia.
Pelo lado da política, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, afirmou que o Estado vai intervir para estruturar o islão no país e libertá-lo do radicalismo. Para isso, pediu a ajuda dos muçulmanos. Na vizinha Bélgica, entretanto, foram detidos mais dois irmãos, suspeitos de estar a preparar um novo atentado.
O mapa do horror nas últimas duas semanas foi de tal ordem que se confundem nomes e locais. Este é o resumo do que se tem passado no mundo, entre terrorismo, atos de loucura ou casos isolados. A que se tem de juntar os tiroteios da madrugada deste domingo, em Austin, no Texas, que fizeram um morto e 4 feridos. E o atentado desta madrugada em Cabul, Afeganistão, a um hotel de segurança máxima para estrangeiros, que deixouquatro mortos.
Os nossos Especiais
(ou as seis melhores leituras para o arranque das suas férias)
Passemos para a culinária, ouvindo a maior gastrónoma portuguesa, Maria de Lurdes Modesto. Numa longa entrevista de vida ao Tiago Pais recorda, entre muitas histórias, ela recorda que “não achava piada nenhuma a cozinhados“. Imagine se gostasse…
Atravessemos o Sado, para ir de encontro às pescadoras da Carrasqueira, ao pé da Comporta. O João Pedro Pincha foi à faina com elas e ouviu Ermelinda Carvalho contar porque é que ali os homens e as mulheres vão juntos para a pesca.
Voltemos a Lisboa, para um passeio iniciático maçónico pelas ruas da capital. A Elsa Araújo Rodrigues foidescobrir os símbolos maçons e dos Illuminati que se escondem à vista de todos a cada canto da Baixa ao Bairro Alto.
De Lisboa para o Porto, que viveu uma noite mágica, com o lançamento mundial do novo livro de Harry Potter, “Harry Potter and the Cursed Child”. Houve poções e feitiçarias na Livraria Lello, um dos locais que ligam J.K. Rowling à Invicta, onde a escritora viveu e se inspirou. Mas, e se Harry Potter nunca tivesse existido, como seria a vida de milhões de adolescentes? A Susana Romana tenta responder. E que Harry Potter é este, aos 37 anos e com 3 filhos? A Rita Cipriano explica.
Um salto até sul agora, para conhecer o Monte do Barrocal, no sopé de Monsaraz. A Ana Dias Ferreira descobriu que mais que um novo espaço de cinco estrelas no Alentejo, este monte conta a história de uma grande família e de muitas tradições alentejanas.
Notícias surpreendentes
E sem sair do tom, escolhemos onze canções para tudo o que pode acontecer no verão. Sim, desde furar um pneu, beber uma bebida a mais ou receber um pedido extra do patrão em tempo de descanso, já se fizeram músicas para tudo isto. O João Bonifácio encontrou-as e selecionou-as. É só carregar no play.
Já para se divertir, pode ver estas ilustrações, bem cáusticas. Pode escolher entre ver como pode ser fatigante a vida de uma rapariga na era moderna ou confirmar todas as coisas de que abdicamos quando chegamos a adultos.
Para passar o tempo, se não andar a caçar pokémons, fique com este teste: descubra quem são as personagens históricas pela imagem e pela dica que lhe damos.
Esteja ou não de férias, vamos continuar no Observador a dar-lhe toda a informação, textos para ler com tempo e ideias para melhorar o seu verão.
Hoje permitam-me que me de despeça assim de Moniz Pereira.
Quanto a si, tenha um dia feliz e produtivo (seja ou não a trabalhar)
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