Região autónoma na Papua-Nova Guiné marca data de consulta sobre independência
Sydney, 23 Mai (Lusa) — O referendo
sobre a independência da região autónoma de Bougainville, na Papua-Nova Guiné,
vai celebrar-se a 15 de junho de 2019, informaram hoje os meios de comunicação
locais.
sobre a independência da região autónoma de Bougainville, na Papua-Nova Guiné,
vai celebrar-se a 15 de junho de 2019, informaram hoje os meios de comunicação
locais.
A data foi acordada pelo governo e pela
região durante uma reunião celebrada a semana passada em Port Moresby, segundo
a cadeia australiana ABC.
região durante uma reunião celebrada a semana passada em Port Moresby, segundo
a cadeia australiana ABC.
A consulta de independência devia
celebrar-se antes de 2020, segundo o acordo de paz que pôs fim a uma década de
conflito armado entre Bougainville e o governo da Papua-Nova Guiné.
celebrar-se antes de 2020, segundo o acordo de paz que pôs fim a uma década de
conflito armado entre Bougainville e o governo da Papua-Nova Guiné.
“Com esta data já acordada, podemos
planificar os passos requeridos para celebrar o referendo, assim como o tempo,
o financiamento e o pessoal necessário para levar a cabo cada passo”,
disse o presidente de Bougainville, John Momis, ao diário Post Courier.
planificar os passos requeridos para celebrar o referendo, assim como o tempo,
o financiamento e o pessoal necessário para levar a cabo cada passo”,
disse o presidente de Bougainville, John Momis, ao diário Post Courier.
O governo da Papua-Nova Guiné tinha-se
comprometido a financiar os preparativos do referendo e espera que a decisão
suponha a entrega total de todas as armas nesta região.
comprometido a financiar os preparativos do referendo e espera que a decisão
suponha a entrega total de todas as armas nesta região.
O conflito independentista de
Bougainville estalou em 1989, quando os proprietários indígenas das terras
ocupadas por uma gigantesca mina de cobre australiana ergueram armas depois de
se negarem a receber compensações por danos ambientais causados pela
exploração.
Bougainville estalou em 1989, quando os proprietários indígenas das terras
ocupadas por uma gigantesca mina de cobre australiana ergueram armas depois de
se negarem a receber compensações por danos ambientais causados pela
exploração.
A violência motivou a intervenção do
exército em defesa dos interesses da companhia mineira, principal fonte de receitas
do país.
exército em defesa dos interesses da companhia mineira, principal fonte de receitas
do país.
O conflito, que terminou com a
assinatura em 2001 dos acordos de paz, custou 20.000 vidas – dez por cento da
população – e a deslocação de 15.000 pessoas para campos de refugiados e para
as vizinhas Ilhas Salomão.
assinatura em 2001 dos acordos de paz, custou 20.000 vidas – dez por cento da
população – e a deslocação de 15.000 pessoas para campos de refugiados e para
as vizinhas Ilhas Salomão.
A ilha de Bougainville pertence
geograficamente ao arquipélago das Ilhas Salomão, das quais se distancia apenas
sete quilómetros, contra os mais de 760 quilómetros que a separam da Papua-Nova
Guiné.
geograficamente ao arquipélago das Ilhas Salomão, das quais se distancia apenas
sete quilómetros, contra os mais de 760 quilómetros que a separam da Papua-Nova
Guiné.
CZA/APN // APN
Publicada por TIMOR AGORA
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J. Carlos
