PR timorense aceita proposta do Governo para chefia militar “em nome da estabilidade nacional”
Díli,
19 mai (Lusa) – O Presidente da República timorense anunciou hoje ter aceitado
a proposta do Governo para renovar os mandatos da atual chefia militar “em
nome da estabilidade nacional” e para não “instrumentalizar
politicamente as Forças Armadas”.
19 mai (Lusa) – O Presidente da República timorense anunciou hoje ter aceitado
a proposta do Governo para renovar os mandatos da atual chefia militar “em
nome da estabilidade nacional” e para não “instrumentalizar
politicamente as Forças Armadas”.
“O
Presidente da República recusa instrumentalizar politicamente as Forças
Armadas. Por isso, em nome da estabilidade nacional, aceitou a última proposta
do Governo. Há muitos outros problemas que afligem a nação e que merecem a
atenção de todos”, refere, em comunicado, o gabinete de Taur Matan Ruak.
Presidente da República recusa instrumentalizar politicamente as Forças
Armadas. Por isso, em nome da estabilidade nacional, aceitou a última proposta
do Governo. Há muitos outros problemas que afligem a nação e que merecem a
atenção de todos”, refere, em comunicado, o gabinete de Taur Matan Ruak.
“O
Presidente da República considera que umas Forças Armadas fortes, estáveis e
sujeitas ao controlo do poder político serão sempre capazes de gerar
alternativas para a sua liderança e de garantir a paz e a segurança ao povo.
Umas Forças Armadas que não sejam capazes de se regenerar põem em causa a sua
própria sobrevivência”, lê-se no mesmo texto.
Presidente da República considera que umas Forças Armadas fortes, estáveis e
sujeitas ao controlo do poder político serão sempre capazes de gerar
alternativas para a sua liderança e de garantir a paz e a segurança ao povo.
Umas Forças Armadas que não sejam capazes de se regenerar põem em causa a sua
própria sobrevivência”, lê-se no mesmo texto.
Segundo
explica a nota, a “nova proposta do Governo” prevê a extensão do
mandato do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMGFA), Lere Anan Timur,
e do seu número dois, Filomeno da Paixão de Jesus, “por um ano, até ao
limite máximo de dois anos, de forma a preparar a sua sucessão”.
explica a nota, a “nova proposta do Governo” prevê a extensão do
mandato do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMGFA), Lere Anan Timur,
e do seu número dois, Filomeno da Paixão de Jesus, “por um ano, até ao
limite máximo de dois anos, de forma a preparar a sua sucessão”.
A
proposta do Governo “produz efeitos a partir de 06 de outubro de
2015”, ou seja, quando terminou o mandato dos dois responsáveis.
proposta do Governo “produz efeitos a partir de 06 de outubro de
2015”, ou seja, quando terminou o mandato dos dois responsáveis.
A
proposta do Governo não abrange o número três da força, Falur Rate Laek, atual
chefe do Estado-maior das Forças Armadas (CEMFA), que “nos termos da lei
(…) atingiu já o limite de mandatos”.
proposta do Governo não abrange o número três da força, Falur Rate Laek, atual
chefe do Estado-maior das Forças Armadas (CEMFA), que “nos termos da lei
(…) atingiu já o limite de mandatos”.
Taur
Matan Ruak ressalva na nota que “sempre entendeu estarem já reunidas as
condições para garantir em segurança a transição na liderança das F-FDTL”
e considera que “esta é a única forma de manter abertas as linhas de
progressão profissional que mantêm motivados os militares das Forças
Armadas”.
Matan Ruak ressalva na nota que “sempre entendeu estarem já reunidas as
condições para garantir em segurança a transição na liderança das F-FDTL”
e considera que “esta é a única forma de manter abertas as linhas de
progressão profissional que mantêm motivados os militares das Forças
Armadas”.
O
chefe de Estado recorda que deu ele próprio o exemplo em 2011, quando abandonou
a chefia das F-FDTL, e sublinha que a lei em vigor “apenas excecionalmente
admite o exercício de funções além dos 60 (sessenta) anos de idade, para casos
em que não exista substituto”.
chefe de Estado recorda que deu ele próprio o exemplo em 2011, quando abandonou
a chefia das F-FDTL, e sublinha que a lei em vigor “apenas excecionalmente
admite o exercício de funções além dos 60 (sessenta) anos de idade, para casos
em que não exista substituto”.
Renovar
o mandato de Lere Anan Timur e Filomeno Paixão – ainda que não nestes contornos
– tinha sido a proposta inicial do Governo, mas que Taur Matan Ruak sempre
rejeitou, optando, inicialmente, por exonerar o primeiro e promover o segundo.
o mandato de Lere Anan Timur e Filomeno Paixão – ainda que não nestes contornos
– tinha sido a proposta inicial do Governo, mas que Taur Matan Ruak sempre
rejeitou, optando, inicialmente, por exonerar o primeiro e promover o segundo.
O
chefe de Estado acabou por não aplicar essa decisão, por forte contestação do
Executivo e de algumas bancadas parlamentares, tendo acordado depois aceitar
uma segunda alternativa do Governo, a de substituir os dois.
chefe de Estado acabou por não aplicar essa decisão, por forte contestação do
Executivo e de algumas bancadas parlamentares, tendo acordado depois aceitar
uma segunda alternativa do Governo, a de substituir os dois.
Ambas
as decisões foram anunciadas pela Presidência mas nunca executadas e a segunda
– avançada há dois meses – suscitou fortes críticas do próprio Lere Anan Timur
e de outros veteranos timorenses.
as decisões foram anunciadas pela Presidência mas nunca executadas e a segunda
– avançada há dois meses – suscitou fortes críticas do próprio Lere Anan Timur
e de outros veteranos timorenses.
Em
declarações à Lusa esta semana, o primeiro-ministro, Rui Maria de Araújo, disse
que desde o início deste debate o Governo “sempre defendeu a
continuação” por “questões de estabilidade, de continuidade, de
transição programada e paulatina”.
declarações à Lusa esta semana, o primeiro-ministro, Rui Maria de Araújo, disse
que desde o início deste debate o Governo “sempre defendeu a
continuação” por “questões de estabilidade, de continuidade, de
transição programada e paulatina”.
“Nas
F-FDTL, que é uma instituição que garante a estabilidade do país, as questões
terão que ser mais bem ponderadas, particularmente do ponto de vista de
garantir que haja condições para uma sucessão bem feita e que depois não tenha
repercussão na estabilidade de todo o país”, afirmou.
F-FDTL, que é uma instituição que garante a estabilidade do país, as questões
terão que ser mais bem ponderadas, particularmente do ponto de vista de
garantir que haja condições para uma sucessão bem feita e que depois não tenha
repercussão na estabilidade de todo o país”, afirmou.
Sobre
o facto de a lei em vigor prever a reforma dos militares aos 60 anos, Rui
Araújo sublinhou que também “abre a possibilidade para uma prorrogação do
mandato anual tendo em conta a necessidade do país”.
o facto de a lei em vigor prever a reforma dos militares aos 60 anos, Rui
Araújo sublinhou que também “abre a possibilidade para uma prorrogação do
mandato anual tendo em conta a necessidade do país”.
“E
a realidade é essa: o país ainda necessita da presença dos que já ultrapassaram
60 anos mas que, pela sua participação como atores principais da luta de
libertação têm uma autoridade moral que pode garantir a estabilidade interna
das forças”, afirmou Rui Araújo.
a realidade é essa: o país ainda necessita da presença dos que já ultrapassaram
60 anos mas que, pela sua participação como atores principais da luta de
libertação têm uma autoridade moral que pode garantir a estabilidade interna
das forças”, afirmou Rui Araújo.
ASP
// MP
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Publicada
por TIMOR AGORA
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