Investimento do Estado ajudará a diversificar a economia timorense – PM
Díli, 16 mai (Lusa) – O
investimento público através do Orçamento Geral do Estado pode ajudar a
diversificar a economia timorense, adiando assim o cenário de bancarrota que o
país pode enfrentar em menos de 20 anos, disse à Lusa o primeiro-ministro.
investimento público através do Orçamento Geral do Estado pode ajudar a
diversificar a economia timorense, adiando assim o cenário de bancarrota que o
país pode enfrentar em menos de 20 anos, disse à Lusa o primeiro-ministro.
“Temos que balançar as
necessidades correntes com a perspetiva de uma bancarrota no futuro. Não
devemos esquecer que o investimento que se faz através do OGE vai facilitar a
diversificação económica do país”, disse à Lusa Rui Maria de Araújo.
necessidades correntes com a perspetiva de uma bancarrota no futuro. Não
devemos esquecer que o investimento que se faz através do OGE vai facilitar a
diversificação económica do país”, disse à Lusa Rui Maria de Araújo.
“Embora não tenhamos
ainda os cálculos concretos e finais sobre isso, espera-se que este
investimento do Orçamento do Estado conte também para o processo de
diversificação da economia do país, o que vai ajudar a distanciarmo-nos um
pouco daquele abismo”, explicou.
ainda os cálculos concretos e finais sobre isso, espera-se que este
investimento do Orçamento do Estado conte também para o processo de
diversificação da economia do país, o que vai ajudar a distanciarmo-nos um
pouco daquele abismo”, explicou.
Rui Araújo falava à Lusa na
conclusão das Jornadas Orçamentais em que liderou o debate com vários membros
do seu executivo, deputados, representantes da função pública e da sociedade
civil e parceiros de desenvolvimento.
conclusão das Jornadas Orçamentais em que liderou o debate com vários membros
do seu executivo, deputados, representantes da função pública e da sociedade
civil e parceiros de desenvolvimento.
Um encontro que aposta na
transparência do debate orçamental – foi totalmente aberto à imprensa – e que
marca o arranque do processo de preparação do Orçamento do Estado para o
próximo ano.
transparência do debate orçamental – foi totalmente aberto à imprensa – e que
marca o arranque do processo de preparação do Orçamento do Estado para o
próximo ano.
Vários responsáveis do
Ministério das Finanças apresentaram detalhes das previsões de receitas e
despesas, dados sobre os cenários macroeconómicos, as necessidades em termos de
cumprimento dos objetivos de desenvolvimento nacional e outros fatores das
contas públicas.
Ministério das Finanças apresentaram detalhes das previsões de receitas e
despesas, dados sobre os cenários macroeconómicos, as necessidades em termos de
cumprimento dos objetivos de desenvolvimento nacional e outros fatores das
contas públicas.
Dados que apontam, caso a tendência
de gastos e receitas se mantenha, para um cenário de bancarrota em 2035, quando
se acabe o Fundo Petrolífero – atualmente avaliado em cerca de 16 mil milhões
de dólares.
de gastos e receitas se mantenha, para um cenário de bancarrota em 2035, quando
se acabe o Fundo Petrolífero – atualmente avaliado em cerca de 16 mil milhões
de dólares.
A pensar nisso, o Ministério
das Finanças apresentou ao debate três envelopes fiscais para 2017, tendo em
conta a soma da projeção de receitas e o levantamento do Fundo Petrolífero do
Rendimento Sustentável Estimado (RSE), ou seja o valor que permitiria não tocar
no capital do fundo em si, mas apenas no seu rendimento.
das Finanças apresentou ao debate três envelopes fiscais para 2017, tendo em
conta a soma da projeção de receitas e o levantamento do Fundo Petrolífero do
Rendimento Sustentável Estimado (RSE), ou seja o valor que permitiria não tocar
no capital do fundo em si, mas apenas no seu rendimento.
O cenário mais barato
“mas também mais difícil” em termos de despesa é limitar o orçamento
a apenas 702 milhões de dólares, a soma exata da previsão de receitas não
petrolíferas mais RSE.
“mas também mais difícil” em termos de despesa é limitar o orçamento
a apenas 702 milhões de dólares, a soma exata da previsão de receitas não
petrolíferas mais RSE.
No segundo cenário, o teto
fiscal subiria para mil milhões de dólares o que implicaria necessidades
adicionais de 317 milhões de dólares, que se poderiam obter ou de levantamento
excessivo do Fundo Petrolífero ou de empréstimos.
fiscal subiria para mil milhões de dólares o que implicaria necessidades
adicionais de 317 milhões de dólares, que se poderiam obter ou de levantamento
excessivo do Fundo Petrolífero ou de empréstimos.
Finalmente, no cenário mais
alargado, o Ministério das Finanças propôs um teto máximo de 1,2 mil milhões, o
que, implicaria, um levantamento adicional (ou empréstimos) no valor de mais de
517 milhões de dólares.
alargado, o Ministério das Finanças propôs um teto máximo de 1,2 mil milhões, o
que, implicaria, um levantamento adicional (ou empréstimos) no valor de mais de
517 milhões de dólares.
“O teto serve para
orientar o exercício de planeamento e de orçamentação. Sem uma orientação clara
não é possível concluir esse processo. Mas deve refletir as nossas capacidades
financeiras, medidas do ponto de vista da sustentabilidade”, afirmou.
orientar o exercício de planeamento e de orçamentação. Sem uma orientação clara
não é possível concluir esse processo. Mas deve refletir as nossas capacidades
financeiras, medidas do ponto de vista da sustentabilidade”, afirmou.
“Não vamos não definir
o teto ou definir um teto irresponsável, do ponto de vista de sustentabilidade
e de capacidade de implementação”, disse.
o teto ou definir um teto irresponsável, do ponto de vista de sustentabilidade
e de capacidade de implementação”, disse.
Rui Araújo admitiu que é
complicado estar a trabalhar no cenário de um abismo visível da bancarrota em
2035, e considerou que é possível trabalhar com valores mais contidos de gasto
público, desde que haja “maior disciplina no processo de planeamento e
orçamentação”.
complicado estar a trabalhar no cenário de um abismo visível da bancarrota em
2035, e considerou que é possível trabalhar com valores mais contidos de gasto
público, desde que haja “maior disciplina no processo de planeamento e
orçamentação”.
Para esse processo, o chefe
do Governo defende uma análise progressiva tendo como ponto de vista os três
níveis de envelope fiscal.
do Governo defende uma análise progressiva tendo como ponto de vista os três
níveis de envelope fiscal.
“Os três envelopes
devem ser vistos de uma forma progressiva. Concentramo-nos primeiro nos 702
milhões para despesas correntes mais transferências públicas e depois vemos
conforme a necessidade e vamos progredindo”, explicou.
devem ser vistos de uma forma progressiva. Concentramo-nos primeiro nos 702
milhões para despesas correntes mais transferências públicas e depois vemos
conforme a necessidade e vamos progredindo”, explicou.
Contas que terão que ser
feitas tendo em conta o que o Governo já definiu como prioridades para 2017:
saúde, educação, água e saneamento e infraestruturas básicas.
feitas tendo em conta o que o Governo já definiu como prioridades para 2017:
saúde, educação, água e saneamento e infraestruturas básicas.
Somam-se a esta lista a
agricultura (combater a fome e má nutrição) e as eleições de 2017,
presidenciais e legislativas.
agricultura (combater a fome e má nutrição) e as eleições de 2017,
presidenciais e legislativas.
ASP // VM
Publicada por TIMOR AGORA
