“CPLP está aquém das suas potencialidades e responsabilidades”, Guilherme de Oliveira Martins
O presidente do Centro
Nacional de Cultura (CNC) e administrador-executivo da Fundação Gulbenkian,
Guilherme de Oliveira Martins, afirmou hoje na Batalha que a Comunidade dos
Países de Língua Portuguesa (CPLP) “está aquém das suas potencialidades e
responsabilidades”.
Nacional de Cultura (CNC) e administrador-executivo da Fundação Gulbenkian,
Guilherme de Oliveira Martins, afirmou hoje na Batalha que a Comunidade dos
Países de Língua Portuguesa (CPLP) “está aquém das suas potencialidades e
responsabilidades”.
Numa conferência no Mosteiro
da Batalha, Guilherme de Oliveira Martins disse que “a CPLP é uma
instituição muito interessante”, mas “está claramente aquém das suas
potencialidades e responsabilidades” na defesa da língua portuguesa.
da Batalha, Guilherme de Oliveira Martins disse que “a CPLP é uma
instituição muito interessante”, mas “está claramente aquém das suas
potencialidades e responsabilidades” na defesa da língua portuguesa.
“Há um campo
extraordinariamente importante que tem de ser desenvolvido. Temos de trabalhar
e trabalhar em conjunto [na CPLP]”, apontou, lembrando que “Portugal
é um país pequeno, com recursos mais limitados que outros porque não somos um
país rico, mas com responsabilidades de grande potência”, concretamente na
salvaguarda do português no mundo.
extraordinariamente importante que tem de ser desenvolvido. Temos de trabalhar
e trabalhar em conjunto [na CPLP]”, apontou, lembrando que “Portugal
é um país pequeno, com recursos mais limitados que outros porque não somos um
país rico, mas com responsabilidades de grande potência”, concretamente na
salvaguarda do português no mundo.
O presidente do CNC
recusou-se a comentar a entrada da Guiné-Equatorial na CPLP – “é uma
questão controversa” – mas lembrou que, na Universidade de Pequim, na
China, um dos centros mais desenvolvidos é o que se dedica às línguas ibéricas.
recusou-se a comentar a entrada da Guiné-Equatorial na CPLP – “é uma
questão controversa” – mas lembrou que, na Universidade de Pequim, na
China, um dos centros mais desenvolvidos é o que se dedica às línguas ibéricas.
“Isso não acontece
pelos nossos bonitos olhos. É pelos interesses económicos. Preocupam-se tanto
pelo conhecimento das línguas ibéricas porque são línguas de grande
desenvolvimento no mundo. Se não fossem, não haveria interesse”, notou.
pelos nossos bonitos olhos. É pelos interesses económicos. Preocupam-se tanto
pelo conhecimento das línguas ibéricas porque são línguas de grande
desenvolvimento no mundo. Se não fossem, não haveria interesse”, notou.
Guilherme de Oliveira
Martins recordou que o português “é a língua mais falada no hemisfério sul
e a terceira língua europeia mais falada no mundo”:
Martins recordou que o português “é a língua mais falada no hemisfério sul
e a terceira língua europeia mais falada no mundo”:
“Hoje são 250 milhões
de pessoas, mas à medida que a estatística linguística progride, mais falantes
se descobrem, graças sobretudo à concentração territorial na América do Sul,
nomeadamente no Brasil, um caso singularíssimo”.
de pessoas, mas à medida que a estatística linguística progride, mais falantes
se descobrem, graças sobretudo à concentração territorial na América do Sul,
nomeadamente no Brasil, um caso singularíssimo”.
Até ao final do século,
explicou, apenas cinco línguas se vão desenvolver de forma global: mandarim,
hindi, inglês, castelhano e português.
explicou, apenas cinco línguas se vão desenvolver de forma global: mandarim,
hindi, inglês, castelhano e português.
“No final do século
haverá pelo menos 400 milhões de falantes de português. Até 2070, o maior
crescimento do português irá verificar-se na América do Sul. Entre 2070 e 2100
será em África, designadamente na linha Huambo – Benguela”, frisou o presidente
do CNC.
haverá pelo menos 400 milhões de falantes de português. Até 2070, o maior
crescimento do português irá verificar-se na América do Sul. Entre 2070 e 2100
será em África, designadamente na linha Huambo – Benguela”, frisou o presidente
do CNC.
“Daí a necessidade que
temos de preservar a língua. Falar bem a língua, cultivar a língua, não é
questão de gramáticos, é questão de cidadãos. Porque é o modo de nos fazermos
entender. É um dever”, disse na Batalha.
temos de preservar a língua. Falar bem a língua, cultivar a língua, não é
questão de gramáticos, é questão de cidadãos. Porque é o modo de nos fazermos
entender. É um dever”, disse na Batalha.
O antigo ministro da Educação
de António Guterres (entre 1999 e 2000), sublinhou ainda que “há poucas
culturas que conseguem projetar-se em todos os continentes”, como acontece
com a portuguesa:
de António Guterres (entre 1999 e 2000), sublinhou ainda que “há poucas
culturas que conseguem projetar-se em todos os continentes”, como acontece
com a portuguesa:
“A nossa cultura
projeta-se não pela capacidade de adaptação, mas pela capacidade de ir ao
encontro dos outros e receber o contributo dos outros, enriquecendo a nossa
própria perspetiva, a nossa própria cultura. A nossa identidade afirma-se
aberta, complexa e diversa”.
projeta-se não pela capacidade de adaptação, mas pela capacidade de ir ao
encontro dos outros e receber o contributo dos outros, enriquecendo a nossa
própria perspetiva, a nossa própria cultura. A nossa identidade afirma-se
aberta, complexa e diversa”.
MLE // JMR – Lusa
Publicada por TIMOR AGORA
