Estado timorense deve fazer “tudo o possível” para ter maioria na Timor Telecom – vice-ministro
O Estado timorense tem de
fazer “tudo o possível” para ter uma maioria de capital na Timor
Telecom, para garantir a segurança das comunicações do Estado, disse à Lusa o
vice-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
fazer “tudo o possível” para ter uma maioria de capital na Timor
Telecom, para garantir a segurança das comunicações do Estado, disse à Lusa o
vice-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
“O Estado timorense tem
de fazer tudo o possível para comprar o capital da Oi na Timor Telecom
(TT)”, disse Inácio Moreira.
de fazer tudo o possível para comprar o capital da Oi na Timor Telecom
(TT)”, disse Inácio Moreira.
“Como timorense e como
membro deste Governo, não vou deixar a TT ficar nas mãos de uma empresa
qualquer a operar aqui, a não ser que o Estado tenha uma maioria de capital
para controlar e gerir a empresa”, afirmou.
membro deste Governo, não vou deixar a TT ficar nas mãos de uma empresa
qualquer a operar aqui, a não ser que o Estado tenha uma maioria de capital
para controlar e gerir a empresa”, afirmou.
O Governo está a negociar
com a Oi um preço para comprar a posição da empresa na maior operadora de
telecomunicações de Timor-Leste.
com a Oi um preço para comprar a posição da empresa na maior operadora de
telecomunicações de Timor-Leste.
“Estamos a falar de um
negócio e um negócio deve falar-se sempre em questões económicas. Mas para o
Estado, o mais importante nesta questão, o fundamental, é a segurança da
comunicação do Estado. Espero que outros colegas também compreendam esta
questão”, afirmou.
negócio e um negócio deve falar-se sempre em questões económicas. Mas para o
Estado, o mais importante nesta questão, o fundamental, é a segurança da
comunicação do Estado. Espero que outros colegas também compreendam esta
questão”, afirmou.
O Estado timorense, defendeu
Inácio Moreira, deve comprar a parte da Oi, ficando com uma maioria de capital
na TT, de 50%, e alienando o resto aos outros acionistas ou a outros
investidores.
Inácio Moreira, deve comprar a parte da Oi, ficando com uma maioria de capital
na TT, de 50%, e alienando o resto aos outros acionistas ou a outros
investidores.
“Esperamos ter uma
decisão final no mês de junho”, acrescentou. Em causa está a maior fatia
de capital da TT (54,01%), controlada pela sociedade Telecomunicações Públicas
de Timor (TPT) onde, por sua vez, a Oi controla 76% do capital, a que se soma
uma participação direta da PT Participações SGPS de 3,05%.
decisão final no mês de junho”, acrescentou. Em causa está a maior fatia
de capital da TT (54,01%), controlada pela sociedade Telecomunicações Públicas
de Timor (TPT) onde, por sua vez, a Oi controla 76% do capital, a que se soma
uma participação direta da PT Participações SGPS de 3,05%.
O processo de decisão do
Governo sobre se compra ou não a participação da Oi arrasta-se há mais de um
ano, com debates dentro e fora do Conselho de Ministros.
Governo sobre se compra ou não a participação da Oi arrasta-se há mais de um
ano, com debates dentro e fora do Conselho de Ministros.
“Há alguns dos meus
colegas e ainda mais alguns assessores internacionais que vêm com argumentos de
que uma análise económica não traria benefício”, explicou Moreira.
colegas e ainda mais alguns assessores internacionais que vêm com argumentos de
que uma análise económica não traria benefício”, explicou Moreira.
“Argumentam que para o
Estado timorense não vai dar benefício mas depois recomendam vender a outra
empresa estrangeira argumentando que o mercado timorense é viável. Qual é a
lógica? Posso considerar que esta análise está a ser feita com outros
interesses e isso não vamos tolerar”, insistiu.
Estado timorense não vai dar benefício mas depois recomendam vender a outra
empresa estrangeira argumentando que o mercado timorense é viável. Qual é a
lógica? Posso considerar que esta análise está a ser feita com outros
interesses e isso não vamos tolerar”, insistiu.
Além disso, diz ter
“provas” de que dos três operadores que estão atualmente em
Timor-Leste, “a qualidade da operação da Timor Telecom, em linhas de
internet e outros serviços, é muito melhor”.
“provas” de que dos três operadores que estão atualmente em
Timor-Leste, “a qualidade da operação da Timor Telecom, em linhas de
internet e outros serviços, é muito melhor”.
Inácio Moreira reconhece que
parte do problema na análise deste debate se deve às fragilidades do próprio
regulador, a Autoridade Nacional de Telecomunicações (ANT), que não está a ser
eficaz no controlo das irregularidades dos operadores, em particular da
vietnamita Telemor.
parte do problema na análise deste debate se deve às fragilidades do próprio
regulador, a Autoridade Nacional de Telecomunicações (ANT), que não está a ser
eficaz no controlo das irregularidades dos operadores, em particular da
vietnamita Telemor.
“Temos de reconhecer
que há lacunas no regulador e que temos de corrigir. Temos de fortalecer os
nossos recursos humanos para controlar melhor esta questão. A venda de cartões
SIM livremente, sem registos, por exemplo, não pode ser permitida”,
afirmou.
que há lacunas no regulador e que temos de corrigir. Temos de fortalecer os
nossos recursos humanos para controlar melhor esta questão. A venda de cartões
SIM livremente, sem registos, por exemplo, não pode ser permitida”,
afirmou.
O assunto já esteve em
debate no Conselho de Ministros várias vezes, tendo o Governo criado primeiro
uma equipa para analisar a viabilidade económica e técnica do negócio e,
posteriormente, para começar a negociar com a Oi.
debate no Conselho de Ministros várias vezes, tendo o Governo criado primeiro
uma equipa para analisar a viabilidade económica e técnica do negócio e,
posteriormente, para começar a negociar com a Oi.
Nos dois casos, as comissões
de trabalho envolvem representantes dos Ministérios das Obras Públicas,
Transportes e Comunicações (MOPTC) e das Finanças, tendo pareceres sido
solicitados a outros gabinetes, incluindo do ministro de Estado Coordenador dos
Assuntos Económicos (MECAE).
de trabalho envolvem representantes dos Ministérios das Obras Públicas,
Transportes e Comunicações (MOPTC) e das Finanças, tendo pareceres sido
solicitados a outros gabinetes, incluindo do ministro de Estado Coordenador dos
Assuntos Económicos (MECAE).
Há diferenças de opinião mas
Inácio Moreira espera que a solução para a compra possa voltar a ser debatida,
em Conselho de Ministros, “durante o mês de junho”.
Inácio Moreira espera que a solução para a compra possa voltar a ser debatida,
em Conselho de Ministros, “durante o mês de junho”.
“Temos tido um grande
debate, como é normal, com argumentos pró e contra, mas com as razões fundamentais
o Governo decidiu criar a equipa para começar já a fazer negociação do custo da
Timor Telecom que a Oi quer vender”, afirmou.
debate, como é normal, com argumentos pró e contra, mas com as razões fundamentais
o Governo decidiu criar a equipa para começar já a fazer negociação do custo da
Timor Telecom que a Oi quer vender”, afirmou.
“Estamos a negociar a
compra da participação da Oi. Oxalá consigamos fechar este negócio em
breve”, explicou.
compra da participação da Oi. Oxalá consigamos fechar este negócio em
breve”, explicou.
Inácio Moreira questiona
alguns dos argumentos apresentados nos pareceres que contestam a operação,
incluindo os de assessores internacionais que defendem que “não é viável
para o Estado” mas depois que “já é viável para um operador
estrangeiro”.
alguns dos argumentos apresentados nos pareceres que contestam a operação,
incluindo os de assessores internacionais que defendem que “não é viável
para o Estado” mas depois que “já é viável para um operador
estrangeiro”.
Uma dessas análises, a que a
Lusa teve acesso, foi preparada em abril de 2016 por Sam Porter, assessor do
MECAE, que considera “não haver nenhuma razão financeira ou económica
convincente para o Governo comprar ações adicionais”.
Lusa teve acesso, foi preparada em abril de 2016 por Sam Porter, assessor do
MECAE, que considera “não haver nenhuma razão financeira ou económica
convincente para o Governo comprar ações adicionais”.
No entanto, o mesmo texto
nota que a receita por utilizador dos serviços de telecomunicações em
Timor-Leste “não é a mais baixa da Ásia” pelo que o país é “um
mercado algo atrativo para investidores no setor de telecomunicações”.
nota que a receita por utilizador dos serviços de telecomunicações em
Timor-Leste “não é a mais baixa da Ásia” pelo que o país é “um
mercado algo atrativo para investidores no setor de telecomunicações”.
Esta análise defende que o
Estado deve investir numa ligação de fibra ótica submarina e noutras
infraestruturas, questiona a falta de capacidade técnica do Estado para gerir a
empresa e considera que a participação pública criaria confusão entre o papel
de “regulador e operador”.
Estado deve investir numa ligação de fibra ótica submarina e noutras
infraestruturas, questiona a falta de capacidade técnica do Estado para gerir a
empresa e considera que a participação pública criaria confusão entre o papel
de “regulador e operador”.
SAPO TL – Lusa
Publicada por TIMOR AGORA
