Clima: Ministro garante que foi alcançado um “acordo histórico”
| Imagem:tvi24.iol.pt
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O ministro do
Ambiente considerou hoje na ONU, Nova Iorque, que a ratificação por mais de 160
países do Acordo de Paris contra as alterações climáticas é histórica, mas que
manter o seu espírito “será um desafio”.
“Em
Paris, alcançámos um acordo histórico. Manter o espírito de Paris será um
desafio, para o conseguir devemos lutar por um envolvimento colaborativo e
construtivo com os nossos parceiros”, disse João Matos Fernandes no seu
discurso.
Paris, alcançámos um acordo histórico. Manter o espírito de Paris será um
desafio, para o conseguir devemos lutar por um envolvimento colaborativo e
construtivo com os nossos parceiros”, disse João Matos Fernandes no seu
discurso.
O acordo foi
atingido em Dezembro passado, em Paris, com o consenso de 195 países mais a
União Europeia, depois dos vários anos de pessimismo que se seguiram ao
falhanço da cimeira do clima de Copenhaga, em 2009.
atingido em Dezembro passado, em Paris, com o consenso de 195 países mais a
União Europeia, depois dos vários anos de pessimismo que se seguiram ao
falhanço da cimeira do clima de Copenhaga, em 2009.
“Portugal
acredita que Paris não foi o fim, mas sim o início de um longo processo que
apenas resultará se conseguirmos manter o empenho e o entusiasmo com que nos
apresentámos em dezembro”, continuou o representante português.
acredita que Paris não foi o fim, mas sim o início de um longo processo que
apenas resultará se conseguirmos manter o empenho e o entusiasmo com que nos
apresentámos em dezembro”, continuou o representante português.
O ministro
disse que essas negociações “serão críticas e para que sejam bem sucedidas
deve-se manter um espírito aberto e de construção com todos os parceiros.”
disse que essas negociações “serão críticas e para que sejam bem sucedidas
deve-se manter um espírito aberto e de construção com todos os parceiros.”
A ONU anunciou
que nunca tantos países ratificaram um acordo internacional no primeiro dia em
que isso é possível. Mais de 160 chefes de Estado e de governo participaram da
cerimónia, incluindo o presidente francês, François Hollande, e a presidente
brasileira, Dilma Roussef.
que nunca tantos países ratificaram um acordo internacional no primeiro dia em
que isso é possível. Mais de 160 chefes de Estado e de governo participaram da
cerimónia, incluindo o presidente francês, François Hollande, e a presidente
brasileira, Dilma Roussef.
Os países têm
agora de expedir os procedimentos internos para que o acordo entre em vigor.
agora de expedir os procedimentos internos para que o acordo entre em vigor.
Se o processo
continuar com esta velocidade, o acordo poderá entrar em vigor no final do ano,
muito antes do prazo previsto inicialmente, que apontava para 2020.
continuar com esta velocidade, o acordo poderá entrar em vigor no final do ano,
muito antes do prazo previsto inicialmente, que apontava para 2020.
O
representante português garantiu que o país vai estar entre os primeiros a
cumprir os requisitos legais de subscrição de acordos internacionais.
representante português garantiu que o país vai estar entre os primeiros a
cumprir os requisitos legais de subscrição de acordos internacionais.
“Portugal
quer estar na linha da frente na ratificação do Acordo de Paris. Deixo-vos aqui
a certeza de que hoje daremos início, a nível interno, aos procedimentos
tendentes à sua ratificação, garantindo que com a maior brevidade possível
estaremos em condições de proceder ao depósito do seu instrumento junto do semhor
Secretário-Geral das Nações Unidas”, garantiu o ministro.
quer estar na linha da frente na ratificação do Acordo de Paris. Deixo-vos aqui
a certeza de que hoje daremos início, a nível interno, aos procedimentos
tendentes à sua ratificação, garantindo que com a maior brevidade possível
estaremos em condições de proceder ao depósito do seu instrumento junto do semhor
Secretário-Geral das Nações Unidas”, garantiu o ministro.
O responsável
lembrou ainda o percurso português neste domínio, garantindo que o país foi
além do Protocolo de Quioto, superando o desempenho a que estava vinculado, e
que continuará a cooperar com os seus parceiros.
lembrou ainda o percurso português neste domínio, garantindo que o país foi
além do Protocolo de Quioto, superando o desempenho a que estava vinculado, e
que continuará a cooperar com os seus parceiros.
“Temos
trabalhado em estreita colaboração com os Países Africanos de Língua Portuguesa
na implementação de projetos de mitigação e adaptação, (…) sobretudo em
aspetos de capacitação institucional que tocam vários setores desde energia,
resíduos e sistemas de transparência”, explicou o ministro.
trabalhado em estreita colaboração com os Países Africanos de Língua Portuguesa
na implementação de projetos de mitigação e adaptação, (…) sobretudo em
aspetos de capacitação institucional que tocam vários setores desde energia,
resíduos e sistemas de transparência”, explicou o ministro.
A China e os
Estados Unidos, que sozinhos são responsáveis por 40 por cento das emissões
mundiais, já garantiram que vão aderir até ao final do ano.
Estados Unidos, que sozinhos são responsáveis por 40 por cento das emissões
mundiais, já garantiram que vão aderir até ao final do ano.
O acordo
entrará em vigor quando 55 países, que representem pelo menos 55 por cento das
emissões, completem o processo de ratificação.
entrará em vigor quando 55 países, que representem pelo menos 55 por cento das
emissões, completem o processo de ratificação.
Fonte: Lusa