Trabalhadores do Pingo Doce acusam empresa de “repressão” e “assédio moral”, Jerónimo Martins refuta
| Imagem:tvi24.iol.pt |
Trabalhadores
e delegados sindicais dos supermercados Pingo Doce acusaram hoje a empresa de
“repressão”, “assédio moral” e de desrespeito pelos
horários de trabalho, acusações que o grupo Jerónimo Martins “refuta de
forma veemente”.
e delegados sindicais dos supermercados Pingo Doce acusaram hoje a empresa de
“repressão”, “assédio moral” e de desrespeito pelos
horários de trabalho, acusações que o grupo Jerónimo Martins “refuta de
forma veemente”.
Atrás de
uma faixa onde se podia ler “Exigimos ao Pingo Doce aumentos salariais
para todos”, cerca de 50 trabalhadores e delegados sindicais
concentraram-se ao início da tarde junto à sede da Jerónimo Martins, no Campo
Grande, em Lisboa.
uma faixa onde se podia ler “Exigimos ao Pingo Doce aumentos salariais
para todos”, cerca de 50 trabalhadores e delegados sindicais
concentraram-se ao início da tarde junto à sede da Jerónimo Martins, no Campo
Grande, em Lisboa.
Em
declarações aos jornalistas no local, Flora Osório, operadora especializada,
afirmou que não há atualização salarial desde 2010 e apontou, por exemplo,
diversos incumprimentos por parte da empresa em relação aos horários de
trabalho.
declarações aos jornalistas no local, Flora Osório, operadora especializada,
afirmou que não há atualização salarial desde 2010 e apontou, por exemplo,
diversos incumprimentos por parte da empresa em relação aos horários de
trabalho.
“O
trabalho noturno é praticado como se fosse horário de trabalho normal. As
férias não podem ser marcadas para épocas festivas e balneares”,
exemplificou, apontando ainda “repressão” para com os funcionários, o
que, afirmou, tem provocado em muitos trabalhadores “depressões e
esgotamentos”.
trabalho noturno é praticado como se fosse horário de trabalho normal. As
férias não podem ser marcadas para épocas festivas e balneares”,
exemplificou, apontando ainda “repressão” para com os funcionários, o
que, afirmou, tem provocado em muitos trabalhadores “depressões e
esgotamentos”.
Contactada
pela agência Lusa, fonte oficial do grupo Jerónimo Martins refutou “de
forma veemente” as acusações de repressão, assédio moral ou perseguição,
entre outras, aos trabalhadores do Pingo Doce.
pela agência Lusa, fonte oficial do grupo Jerónimo Martins refutou “de
forma veemente” as acusações de repressão, assédio moral ou perseguição,
entre outras, aos trabalhadores do Pingo Doce.
Relativamente
à questão da revisão das tabelas salariais, a mesma fonte indicou que
“está atualmente em curso uma negociação” do contrato coletivo de
trabalho entre a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), a
que o Pingo Doce também pertence, e os Sindicatos.
à questão da revisão das tabelas salariais, a mesma fonte indicou que
“está atualmente em curso uma negociação” do contrato coletivo de
trabalho entre a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), a
que o Pingo Doce também pertence, e os Sindicatos.
“Caberá,
pois, à APED pronunciar-se, se assim o entender”, disse.
pois, à APED pronunciar-se, se assim o entender”, disse.
Isabel
Camarinha, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços
de Portugal (CESP), afirmou aos jornalistas que foi entregue à administração,
em fevereiro, um caderno reivindicativo dos trabalhadores e um pedido de
reunião, ao qual a empresa “não se dignou a responder” até agora.
Camarinha, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços
de Portugal (CESP), afirmou aos jornalistas que foi entregue à administração,
em fevereiro, um caderno reivindicativo dos trabalhadores e um pedido de
reunião, ao qual a empresa “não se dignou a responder” até agora.
“Os
trabalhadores têm salários baixíssimos, condições de vida degradadas, condições
de trabalho que numa empresa desta dimensão são injustificáveis, no que se
refere, por exemplo, à segurança e higiene”, indicou, sublinhando que em
2015 houve pequenos ajustes salariais, “discriminatórios”, uma vez
que abrangeram “um número reduzido de trabalhadores”.
trabalhadores têm salários baixíssimos, condições de vida degradadas, condições
de trabalho que numa empresa desta dimensão são injustificáveis, no que se
refere, por exemplo, à segurança e higiene”, indicou, sublinhando que em
2015 houve pequenos ajustes salariais, “discriminatórios”, uma vez
que abrangeram “um número reduzido de trabalhadores”.
Junto à
entrada da sede da Jerónimo Martins, alguns trabalhadores descreviam a colegas,
junto a um microfone, o que se passa na sua loja: “Assédio moral”,
“perseguição a delegados sindicais”, “desconsideração” e
“discriminação” foram algumas das expressões usadas.
entrada da sede da Jerónimo Martins, alguns trabalhadores descreviam a colegas,
junto a um microfone, o que se passa na sua loja: “Assédio moral”,
“perseguição a delegados sindicais”, “desconsideração” e
“discriminação” foram algumas das expressões usadas.
Presente
na manifestação, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos acusou o grupo
Jerónimo Martins de “prepotência e arbitrariedade”: “Considera
que não precisa de negociar salários, não valoriza as carreiras e discrimina
trabalhadores”.
na manifestação, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos acusou o grupo
Jerónimo Martins de “prepotência e arbitrariedade”: “Considera
que não precisa de negociar salários, não valoriza as carreiras e discrimina
trabalhadores”.
“Continuam
também a pensar que podem definir os tempos de trabalho dos funcionários,
secundarizando a articulação que tem de haver entre os horários de trabalho e a
vida familiar pessoal. Também se constata uma grande pressão e assédio moral
sobre os trabalhadores”, acrescentou.
também a pensar que podem definir os tempos de trabalho dos funcionários,
secundarizando a articulação que tem de haver entre os horários de trabalho e a
vida familiar pessoal. Também se constata uma grande pressão e assédio moral
sobre os trabalhadores”, acrescentou.
Fonte:
Lusa
Lusa