Governo já admite subida de impostos
Em caso de
necessidade extrema, o Governo diz ter já este ano uma almofada de segurança
adicional (além das dotações clássicas do orçamento) do lado da despesa com
bens e serviços, no valor de 354 milhões de euros, cerca de 0,19% do Produto
Interno Bruto.
necessidade extrema, o Governo diz ter já este ano uma almofada de segurança
adicional (além das dotações clássicas do orçamento) do lado da despesa com
bens e serviços, no valor de 354 milhões de euros, cerca de 0,19% do Produto
Interno Bruto.
Além disso,
deixa antever que ainda há margem para subir alguns impostos, mas desde que não
sejam os grandes – IRS, IRC e IVA.
deixa antever que ainda há margem para subir alguns impostos, mas desde que não
sejam os grandes – IRS, IRC e IVA.
Os impostos
ligados ao património imobiliário irão aumentar através de “um mecanismo
de progressividade”. Ou seja, quanto mais património imobiliário tiver o
contribuinte, mais irá pagar, sendo que quem não arrende casas ou não as
utilize, terá um agravamento.
ligados ao património imobiliário irão aumentar através de “um mecanismo
de progressividade”. Ou seja, quanto mais património imobiliário tiver o
contribuinte, mais irá pagar, sendo que quem não arrende casas ou não as
utilize, terá um agravamento.
O Programa de
Estabilidade (PE), que o ministro Mário Centeno leva hoje aos seus pares do
Eurogrupo e do Ecofin, em Bruxelas, faz vários acertos importantes à versão
preliminar da véspera. Alguns devem amaciar avaliações mais ásperas dos defensores
da disciplina orçamental.
Estabilidade (PE), que o ministro Mário Centeno leva hoje aos seus pares do
Eurogrupo e do Ecofin, em Bruxelas, faz vários acertos importantes à versão
preliminar da véspera. Alguns devem amaciar avaliações mais ásperas dos defensores
da disciplina orçamental.
Em primeiro
lugar, o PE explicita, pela primeira vez, que existe aquilo a que, no Governo,
é chamado de “plano de contingência”, mas que só será aplicado em
caso de necessidade “extrema”.
lugar, o PE explicita, pela primeira vez, que existe aquilo a que, no Governo,
é chamado de “plano de contingência”, mas que só será aplicado em
caso de necessidade “extrema”.
Ontem, Mário
Centeno tornou a dizer que não há qualquer plano B e que não leva quaisquer
medidas para mostrar em Bruxelas.
Centeno tornou a dizer que não há qualquer plano B e que não leva quaisquer
medidas para mostrar em Bruxelas.
De facto, não
leva medidas concretas, afirma que o único plano é o do “compromisso”
com as metas e o Pacto, e com “uma execução orçamental rigorosa”,
repetiu Centeno. Mas leva um manifesto de vontade com um valor à cabeça.
leva medidas concretas, afirma que o único plano é o do “compromisso”
com as metas e o Pacto, e com “uma execução orçamental rigorosa”,
repetiu Centeno. Mas leva um manifesto de vontade com um valor à cabeça.
Diz assim:
“O Governo está preparado para implementar, se e quando for necessário, as
medidas requeridas para cumprir os objetivos a que se propôs”. E explicita
que, “no caso de ser identificado um desvio significativo, após avaliação
regular, o Governo dispõe de cativações adicionais, pela primeira vez na Lei do
Orçamento, para controlo de despesa na aquisição de bens e serviços no montante
de 0,19 pontos percentuais do PIB”. Dá 354 milhões de euros.
“O Governo está preparado para implementar, se e quando for necessário, as
medidas requeridas para cumprir os objetivos a que se propôs”. E explicita
que, “no caso de ser identificado um desvio significativo, após avaliação
regular, o Governo dispõe de cativações adicionais, pela primeira vez na Lei do
Orçamento, para controlo de despesa na aquisição de bens e serviços no montante
de 0,19 pontos percentuais do PIB”. Dá 354 milhões de euros.
![]() |
| Imagem:economico.sapo.pt |
Segundo apurou
o JN/Dinheiro Vivo, o tal plano de contingência tem por enquanto uma
“dimensão política”. Serve para debater com os ministros das Finanças
do Eurogrupo, com a Comissão, com os credores, para mostrar e convencer a DBRS
(agência de rating), mas em termos práticos ele assenta já e muito no uso das
cativações. São as verbas que fazem parte da despesa, mas que só serão
libertadas para os serviços se o ministro o entender.
o JN/Dinheiro Vivo, o tal plano de contingência tem por enquanto uma
“dimensão política”. Serve para debater com os ministros das Finanças
do Eurogrupo, com a Comissão, com os credores, para mostrar e convencer a DBRS
(agência de rating), mas em termos práticos ele assenta já e muito no uso das
cativações. São as verbas que fazem parte da despesa, mas que só serão
libertadas para os serviços se o ministro o entender.
O OE tem ainda
duas outras almofadas às quais se pode recorrer para acomodar deslizes. Segundo
a UTAO, a proposta de lei do OE diz que a rubrica da administração central
inclui, na componente “outras despesas correntes”, a dotação
provisional (501,2Meuro), bem como a reserva orçamental (428,6Meuro). Quase mil
milhões.
duas outras almofadas às quais se pode recorrer para acomodar deslizes. Segundo
a UTAO, a proposta de lei do OE diz que a rubrica da administração central
inclui, na componente “outras despesas correntes”, a dotação
provisional (501,2Meuro), bem como a reserva orçamental (428,6Meuro). Quase mil
milhões.
Mas as
Finanças vão mais longe. No PE, referem que o plano contingencial da despesa
pode ser reforçado do lado da receita. “Quaisquer medidas a adotar com
impacto na receita deverão seguir os princípios orçamentais de 2016, que excluem
aumentos dos impostos sobre os rendimentos de particulares e empresas, bem como
do imposto sobre o valor acrescentado”.
Finanças vão mais longe. No PE, referem que o plano contingencial da despesa
pode ser reforçado do lado da receita. “Quaisquer medidas a adotar com
impacto na receita deverão seguir os princípios orçamentais de 2016, que excluem
aumentos dos impostos sobre os rendimentos de particulares e empresas, bem como
do imposto sobre o valor acrescentado”.
Portanto,
impostos como o sucessório, de selo, IMI, IMT e as mais variadas taxas e
tributos geridos pelo Estado e autarquias podem ser elegíveis para dar um
contributo adicional. Mas só em último caso, diz o Governo.
impostos como o sucessório, de selo, IMI, IMT e as mais variadas taxas e
tributos geridos pelo Estado e autarquias podem ser elegíveis para dar um
contributo adicional. Mas só em último caso, diz o Governo.
Ontem, Mário
Centeno mostrou que o PE coloca o maior esforço do ajustamento estrutural a
meio da legislatura, e destacou que “não há cortes salariais nem aumento
dos impostos diretos sobre os rendimentos do trabalho e das empresas, nem
aumentos do IVA, nem cortes de pensões”. E que “também não há revisão
da lei da Segurança Social”, “nem alterações ao sistema do subsídio
de desemprego.”
Centeno mostrou que o PE coloca o maior esforço do ajustamento estrutural a
meio da legislatura, e destacou que “não há cortes salariais nem aumento
dos impostos diretos sobre os rendimentos do trabalho e das empresas, nem
aumentos do IVA, nem cortes de pensões”. E que “também não há revisão
da lei da Segurança Social”, “nem alterações ao sistema do subsídio
de desemprego.”
Destacou o
prolongamento da redução do emprego público até 2019. Até agora, a regra da
rotação (mais saídas do que entradas) só tinha sido falada para 2016.
prolongamento da redução do emprego público até 2019. Até agora, a regra da
rotação (mais saídas do que entradas) só tinha sido falada para 2016.
O subsídio aos
trabalhadores mais pobres (complemento salarial) só entra no bolso dos
beneficiários em 2018 (com base nos rendimentos de 2017) e não no próximo ano.
trabalhadores mais pobres (complemento salarial) só entra no bolso dos
beneficiários em 2018 (com base nos rendimentos de 2017) e não no próximo ano.
Fonte: JN com
Lucília Tiago
Lucília Tiago
