Brasil: Português relacionado com caso Lava Jato incluído em lista comprometedora
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| Imagem:radiostilo.com |
O empresário
português Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, que está a ser investigado
no âmbito da operação Lava Jato, aparece na lista comprometedora, divulgada
este domingo por um Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.
português Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, que está a ser investigado
no âmbito da operação Lava Jato, aparece na lista comprometedora, divulgada
este domingo por um Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.
A lista resultou
de uma fuga de informação envolvendo a empresa de advogados panamiana Mossack
Fonseca, revela 107 novas sociedades “offshore” ligadas a citados no
caso Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção que envolve várias
empresas, incluindo a petrolífera estatal Petrobras, no Brasil.
de uma fuga de informação envolvendo a empresa de advogados panamiana Mossack
Fonseca, revela 107 novas sociedades “offshore” ligadas a citados no
caso Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção que envolve várias
empresas, incluindo a petrolífera estatal Petrobras, no Brasil.
Da lista até
agora revelada consta o nome de um português: Idalécio de Castro Rodrigues de
Oliveira. O empresário deteve 14 empresas com sede nas Ilhas Virgens Britânicas
– nas áreas dos minérios, gás natural e exploração de petróleo.
agora revelada consta o nome de um português: Idalécio de Castro Rodrigues de
Oliveira. O empresário deteve 14 empresas com sede nas Ilhas Virgens Britânicas
– nas áreas dos minérios, gás natural e exploração de petróleo.
A venda dos
direitos de exploração de um campo de petróleo, no Benim, à Petrobas acabou por
envolver o empresário no caso Lava-Jato. Idalécio de Castro Rodrigues de
Oliveira detinha – em nome da empresa Lusitania Petroleum – várias licenças de
exploração petrolífera em África
direitos de exploração de um campo de petróleo, no Benim, à Petrobas acabou por
envolver o empresário no caso Lava-Jato. Idalécio de Castro Rodrigues de
Oliveira detinha – em nome da empresa Lusitania Petroleum – várias licenças de
exploração petrolífera em África
O portal de
notícias brasileiro UOL, um dos mais de cem meios de comunicação envolvidos na
investigação, noticia que a Mossack Fonseca criou sociedades em
“offshores” para pelo menos 57 indivíduos já publicamente relacionados
com o esquema de corrupção na Petrobras.
notícias brasileiro UOL, um dos mais de cem meios de comunicação envolvidos na
investigação, noticia que a Mossack Fonseca criou sociedades em
“offshores” para pelo menos 57 indivíduos já publicamente relacionados
com o esquema de corrupção na Petrobras.
Idalécio de
Oliveira terá aberto várias empresas “offshores” em paraísos fiscais,
meses antes de vender à Petrobras parte de um campo de petróleo no Benin, em
2011.
Oliveira terá aberto várias empresas “offshores” em paraísos fiscais,
meses antes de vender à Petrobras parte de um campo de petróleo no Benin, em
2011.
A Mossack
Fonseca constituiu a empresa Lusitania Petroleum Holding Limited nas Ilhas
Virgens, em julho de 2010, a pedido do português e sete meses depois a
Petrobras comprou o campo no Benin a uma subsidiária da Lusitania Petroleum,
mas nunca encontrou petróleo naquele campo da África Ocidental.
Fonseca constituiu a empresa Lusitania Petroleum Holding Limited nas Ilhas
Virgens, em julho de 2010, a pedido do português e sete meses depois a
Petrobras comprou o campo no Benin a uma subsidiária da Lusitania Petroleum,
mas nunca encontrou petróleo naquele campo da África Ocidental.
O portal UOL
escreve que os responsáveis pela investigação da Lava Jato suspeitam que a
transação resultou no pagamento de subornos ao presidente da Câmara dos
Deputados e líder do Partido do Movimento Democrático do Brasil (PMDB), Eduardo
Cunha, algo que o político nega.
escreve que os responsáveis pela investigação da Lava Jato suspeitam que a
transação resultou no pagamento de subornos ao presidente da Câmara dos
Deputados e líder do Partido do Movimento Democrático do Brasil (PMDB), Eduardo
Cunha, algo que o político nega.
O UOL cita um
relatório do Procuradoria-Geral da República, de 2011, segundo o qual Idalécio
Oliveira transferiu eletronicamente 10 milhões de dólares (8,7 milhões de
euros) para uma conta num banco suíço, mantida por João Augusto Rezende
Henriques, ligado ao PMDB.
relatório do Procuradoria-Geral da República, de 2011, segundo o qual Idalécio
Oliveira transferiu eletronicamente 10 milhões de dólares (8,7 milhões de
euros) para uma conta num banco suíço, mantida por João Augusto Rezende
Henriques, ligado ao PMDB.
A
transferência foi feita através da Acona International Investments Limited, uma
empresa sediada nas ilhas Seychelles, também registada pela Mossack Fonseca.
transferência foi feita através da Acona International Investments Limited, uma
empresa sediada nas ilhas Seychelles, também registada pela Mossack Fonseca.
Segundo o
relatório, semanas depois, Rezende Henriques transferiu eletronicamente 1,5
milhões de dólares (1,3 milhões de euros) para uma conta num banco suíço.
relatório, semanas depois, Rezende Henriques transferiu eletronicamente 1,5
milhões de dólares (1,3 milhões de euros) para uma conta num banco suíço.
Rezende
Henriques disse, em depoimento à Polícia Federal, que “a conta indicada
para o pagamento pertencia a Eduardo Cunha”.
Henriques disse, em depoimento à Polícia Federal, que “a conta indicada
para o pagamento pertencia a Eduardo Cunha”.
Em maio de
2010, e-mails trocados entre funcionários da Mossack Fonseca sugerem que a
Lusitania Petroleum foi criada para ser negociada em bolsas de valores, escreve
o UOL.
2010, e-mails trocados entre funcionários da Mossack Fonseca sugerem que a
Lusitania Petroleum foi criada para ser negociada em bolsas de valores, escreve
o UOL.
Os
funcionários discutiam alterações no contrato social da empresa para adequá-la
às regras, e tinham também a ideia de replicar o estatuto noutras companhias
“offshore” do Lusitania Group.
funcionários discutiam alterações no contrato social da empresa para adequá-la
às regras, e tinham também a ideia de replicar o estatuto noutras companhias
“offshore” do Lusitania Group.
Entre junho de
2010 e maio de 2011, o português adquiriu ou transferiu para a Mossack Fonseca
14 sociedades “offshore”.
2010 e maio de 2011, o português adquiriu ou transferiu para a Mossack Fonseca
14 sociedades “offshore”.
Em maio de
2011, Idalécio Oliveira respondeu à Mossack Fonseca que os seus negócios
envolviam, na altura, minas em África e no Brasil e exploração de petróleo em
África, e disse ainda que entraria em breve no negócio da exploração do
petróleo no Brasil e na Ásia.
2011, Idalécio Oliveira respondeu à Mossack Fonseca que os seus negócios
envolviam, na altura, minas em África e no Brasil e exploração de petróleo em
África, e disse ainda que entraria em breve no negócio da exploração do
petróleo no Brasil e na Ásia.
A lista hoje
divulgada inclui 12 líderes mundiais incluindo chefes ou ex-chefes de Estado e
atuais e antigos primeiros-ministros. Ao todo são 140 políticos de mais de 50
países.
divulgada inclui 12 líderes mundiais incluindo chefes ou ex-chefes de Estado e
atuais e antigos primeiros-ministros. Ao todo são 140 políticos de mais de 50
países.
Entre os nomes
divulgados encontram-se os do rei da Arábia Saudita, do Presidente da Argentina
e de elementos próximos do Presidente russo Vladimir Putin, o presidente da
UEFA, Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de
Espanha, Pilar de Borbón.
divulgados encontram-se os do rei da Arábia Saudita, do Presidente da Argentina
e de elementos próximos do Presidente russo Vladimir Putin, o presidente da
UEFA, Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de
Espanha, Pilar de Borbón.
O Consórcio
Internacional de Jornalistas de Investigação precisa que mais de 214 mil
entidades “offshore”, em 21 paraísos fiscais, aparecem, em 11,5
milhões de documentos, ligadas a mais de 200 países e territórios.
Internacional de Jornalistas de Investigação precisa que mais de 214 mil
entidades “offshore”, em 21 paraísos fiscais, aparecem, em 11,5
milhões de documentos, ligadas a mais de 200 países e territórios.
Fonte: dn/Lusa
