360º – Orçamento: avança e recua, avança e recua
Mudanças em “House of Cards”. Os seguidores da série (e são muitos em Portugal) ficam a saber que o homem que criou um dos mais elaborados enredos recentes da televisão vai-se embora.A quarta temporada estreia já em março e a quinta está assegurada, mas as coisas dificilmente voltarão a ser iguais.
Fala-se da vinda de jogadores chineses para Portugal, mas aqui o movimento foi ao contrário: Jackson Martínez, que jogou no FC Porto e agora estava no Atlético de Madrid, vai transferir-se para o Guangzhou Evergrande por uma somarecorde de 42 milhões de euros. O agente do jogador é o português Jorge Mendes.
Informação relevanteO avança e recua do Orçamento. Preparados para mais um dia de montanha-russa? O prazo de negociação está quase a chegar ao fim e ainda ninguém sabe como é que isto vai acabar. Ontem à noite, o Nuno André Martins explicou no Observador queo governo apresentou mais medidas, no valor de 500 milhões de euros, mas a Comissão nem mexeu um músculo: quer mais. Aliás, não quer apenas mais: quer o dobro.
Pouco antes, a Liliana Valente tinha escrito que as mexidas do governo eram na banca, nos automóveis e nos combustíveis. E o Diário de Notícias tinha avançado que entre as cedências estaria uma emblemática: manter as carreiras na Função Pública congeladas indefinidamente.
Já hoje, ficou a conhecer-se mais uma medida que poderá vir a integrar o Orçamento. O Nuno André Martins diz aqui que o governo pretende eliminar o quociente familiar no IRS e substituí-lo por uma dedução fiscal fixa de 550 euros por cada dependente.
Ontem, chegaram muitos recados públicos de Bruxelas – mas alguns contraditórios. A pressionar: o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, disse estar “muito preocupado” e pediu “bom senso” a Portugal e Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão, afirmou que o esforço do governo ainda não era “suficiente”. A aliviar: o comissário para os assuntos económicos e monetários, Pierre Moscovici, assegurou que a Comissão não existe para “forçar” os países a fazer “políticas insuportáveis”. A quem vai António Costa prestar mais atenção?
De qualquer forma, o primeiro-ministro deve estar com uma preocupação extra: ontem, o risco implícito da dívida portuguesa subiu para os níveis máximos desde o verão de 2014, após o programa de resgate. O Edgar Caetano explica que isto foi provocado pelas intermináveis negociações orçamentais e pelo medo de que a DBRS corte o rating português.
Hoje de manhã, o governo está a falar com todos os partidos (vamos estar atentos a tudo o que acontece), mas ontem já tinha deixado um aviso: não vai ceder mais. Veremos se hoje a mensagem se mantém, mas uma coisa é certa: a pressão continua. Em entrevista à agência Lusa, Francisco Louçã (um dos novos conselheiros de Estado) avisou: se António Costa recuar, “haverá uma crise política”.
Mais novidades no Parlamento: hoje toma posse a comissão de inquérito ao Banif, que vai seguramente estar no centro de muitas notícias nos próximos tempos.
Em Espanha, também temos um ambiente de confusão e expectativa. O Rei chamou o líder do PSOE a formar Governo ePedro Sánchez respondeu: “Vamos tentar”. O socialista tem agora que trabalhar em vários cenários, mas o Podemos já está ansioso – ontem até começaram a aparecer nomes de eventuais ministros. Esta manhã, o El Mundo enumera os “pontos de encontro e desencontro” entre os dois partidos.
A candidatura de António Guterres a secretário-geral da ONU começa a ganhar combustível (pelo menos em Portugal). Ontem, as declarações de incentivo multiplicaram-se.O Presidente Cavaco Silva, que condecorou o antigo primeiro-ministro, disse que o socialista tem “indiscutivelmente o perfil para o cargo”. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, desvalorizou o facto de se pretender escolher alguém que seja do leste e mulher. E o PSD declarou um “inequívoco apoio” a Guterres.
Aqui no Observador, a Catarina Falcão falou com muita gente e explicou como se faz uma campanha para chegar à liderança da ONU.
Quanto receberam os altos quadros da Apple em 2015?Muito dinheiro, como pode confirmar no artigo do Tiago Palma, mas há um pormenor curioso: cinco executivos têm um salário mais alto do que o presidente, Tim Cook (não é preciso ter pena dele: as acções que recebeu ajudam a resolver o problema).
Uma boa notícia para os pais. O Parlamento vai “clarificar a lei” e permitir, sem margem para dúvidas, que o pai possa assistir a cesarianas programadas que não apresentem risco.
E uma má notícia para os pais. Num dos artigos mais partilhados ontem no Observador, o psicólogo Javier Urra, autor do livro O Pequeno Ditador Cresceu, disse que “há uma pandemia de violência filial” em Portugal e Espanha.
Os nossos EspeciaisAinda há fadas do lar? Sim. Mas por vontade delas. O Tiago Palma foi descobrir que ainda existe quem queira ser a“dona de casa perfeita” (sendo que a palavra “querer”, aqui, é importante).
A ONU lançou um vídeo a explicar que hoje vivem no planeta 43 vezes mais pessoas do que há dois mil anos. Até quando vamos caber todos na Terra? Descubra.
Notícias surpreendentes
Para André Carrillo, a viagem será curta: vai atravessar a Segunda Circular e passar do Sporting para o Benfica. O extremo peruano não jogava há seis meses.
Quem são as 10 mulheres mais ricas de todos os tempos?A número 1 é uma imperatriz chinesa e a sua riqueza representava 22.7% do PIB mundial.
O Spotify, a Apple Music e a Google Play vão ter concorrência: a Amazon está a preparar-se para entrar no mercado do streaming de música. Nos Estados Unidos, o serviço pode vir a custar 10 dólares por mês.
Ontem, a nossa secção de Lifestyle comemorou o primeiro aniversário. Além de ter soprado as velas (aliás, avela), a Ana Dias Ferreira juntou 10 dos melhores artigos publicados nestes meses. Espreite aqui.
E, quando acabar, venha também aqui. Estamos à sua espera no Observador para mais um dia agitado de notícias sobre o Orçamento (e não só).
Até já!
no Facebook no Twitter por e-mail

