360º — Histórias de espiões, guerras frias, a desconfiança da Moody’s e a Grécia outra vez
A reunião de hoje do Eurogrupo deve ser decisiva quanto à ajuda à Grécia. Para a antecipar, o último ministro das Finanças grego antes de Varoufakis, Gikas Hardouvelis, deu uma entrevista ao Edgar Caetano onde fala do confronto entre o seu país e a Europa e deixa conselhos a Portugal. “A Grécia está o caos e a Europa está pelos cabelos”, diz ele.
Afinal, as novas tabelas da ADSE já não entram em vigor a 1 de junho. Como implicariam mais despesas para os funcionários, foram suspensas e vão ser analisadas pelos sindicatos da função pública.
Informação relevante
As histórias de espiões russos e portugueses é antiga. Em 1980, o Governo de Sá Carneiro expulsou diplomatas soviéticos por “intromissão nos assuntos internos” nacionais. Eram quatro espiões do KGB.
O braço de ferro entre estivadores, Porto de Lisboa e governo não mete espiões, mas é uma guerra fria que está para durar. Apesar de Ana Paula Vitorino ter dito em janeiro que não se iria assistir a mais paralisações no setor, os estivadores estão em greve a todo o trabalho suplementar desde 20 de abril e até 16 de junho. Sexta-feira recusaram outra proposta para um novo contrato coletivo de trabalho. Por isso, ontem, a ministra falou numa situação insustentável. Logo de seguida os operadores anunciaram um despedimento coletivo de estivadores, com a justificação de que se há menos trabalho é preciso menos gente. Os portos podem parar. Marcelo já pediuinformações. A PSP acompanha hoje os trabalhos.
É outra das guerras da atualidade: o regresso às 35 horas de trabalho na Função Pública. O PCP e o Bloco vão viabilizar a proposta do PS com a norma transitória imposta pelos socialistas (a tal margem de segurança para as exceções que possam aparecer). Mas têm ideias mais abrangentes, nas quais vão continuar a insistir. Já Passos diz que o Governo não tem um discurso coerente sobre o tema.
Maria João Avillez está pessimista quanto à relação Marcelo/Costa. Neste artigo chama-lhes falsos siameses.
Ainda na política partidária interna, o PS vai entrar em processo de refiliação em setembro. Já a JSD decidiu criarmais um cartaz polémico: retratou Mário Nogueira como Estaline e Tiago Brandão Rodrigues como uma marioneta. E Cavaco reapareceu em público, dois meses depois de deixar Belém, para dizer que os seus dias têm sido pacatos.
Na banca, destaque para o BES. O Fundo de Resolução deverá ter que compensar os credores porque a resolução do banco poderá trazer mais prejuízos do que uma hipotética liquidação. Ontem conheceram-se as contas: o ‘buraco’ aumentoupara 5.285 milhões em 2015. Mas os problemas não se ficam pelo banco mau. No bom, o Novo Banco, vai ser necessário umdespedimento coletivo de 69 trabalhadores que Stock da Cunhadeverá realizar antes de agosto, altura em que regressará ao Loyd’s.
Troca de treinadores no Manchester. Dois dias depois de ter levado o clube à vitória na Taça de Inglaterra, o treinador Louis Van Gaal foi despedido. Mourinho deve ser anunciado a qualquer momento.
Surpresa na Áustria. Contra as previsões, quem ganhou a segunda volta das presidenciais foi o ecologista Alexander Van Der Bellen. A decisão foi em photo finish e valeram os votos por correspondência. Van der Bellen teve 50,3% e Hofer, o candidato de extrema-direita dado como vencedor antecipado, 49,7%. O novo presidente promete agora unir o país.
Na Venezuela, a crise agrava-se. De tal modo que a Coca-Cola teve de suspender a produção no país por falta de açúcar.
No Vietname, onde está de visita antes de seguir para a histórica passagem por Hiroshima, Barack Obamavoltou a surpreender. Decidiu ir jantar com o famoso chef Anthony Bourdain a uma tasca de Hanói com bancos de plástico. Comeram noodles e beberam cerveja vietnamita. A conta foi de seis dólares. Pagou Bourdain. A foto, claro, já é viral.

No Brasil, o governo interino de Michel Temer já está a viver a sua primeira polémica. Uma escuta telefónicarevelada pela Folha de São Paulo mostra o braço-direito do novo presidente brasileiro a falar do processo de impeachment de Dilma Roussef como um pacto para “estancar a sangria” do caso Lava Jato. As tensões políticas voltaram ao país. E Romero Jucá acabou por suspender funções. Dilma diz que ficou evidente em como houve golpe contra ela.
Os nossos Especiais
O Governo lançou o novo Simplex para descomplicar a relação dos portugueses com o Estado. Mas o mundo digital não chega a todos. Por isso a Hermínia Saraiva viajou por terras da Beira, onde “nada é simples e tudo é complexo”. É uma viagem às aldeias ‘complex’.
Bob Dylan faz hoje 75 anos. Para homenagear o cantor que a tantos já inspirou, o João Cândido da Silva fez esta playlist imperdível de 10 versões de canções de Dylan mais um bónus. Escolho esta interpretada por Springsteen.
Talvez por lá encontre aqueles livros de exames da antiga quarta classe. A Marta Leite Ferreira descobriu um de 1968. E como ontem muitos alunos do quarto ano foram postos à prova, achou que os pais também deviam puxar da memória. Oraveja lá se consegue responder a este teste de matemática (confesso, fui uma desilusão).
Já que falamos do passado, podemos recuar ainda mais no tempo. Porque vale a pena ver estas fotos histórias de amor em tempos de guerra: despedidas e reencontros entre balas e trincheiras.
Tempos em que não havia truques para fazer boa figura na passadeira vermelha. Como o segredo do vestido com que a modelo Bella Hadid desfilou em Cannes.
Quem não tem segredos é o Observador. Vamos estar aqui todo o dia para lhe revelar ou explicar o mistério por detrás das notícias. O nosso truque é fácil: basta clicar.
Um dia feliz e produtivo!
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