Dois anos depois, o Novo Banco acumula prejuízos de 1.800 milhões
O
BES foi resgatado há precisamente dois anos, dia em que foi criado o Novo Banco
para ficar com ativos considerados menos problemáticos, mas que já acumula
prejuízos superiores a 1.800 milhões de euros e continua por vender.
BES foi resgatado há precisamente dois anos, dia em que foi criado o Novo Banco
para ficar com ativos considerados menos problemáticos, mas que já acumula
prejuízos superiores a 1.800 milhões de euros e continua por vender.
Na
noite de 03 de agosto de 2014, o Banco de Portugal anunciou a aplicação ao
Banco Espírito Santo (BES) de uma medida de resolução.
noite de 03 de agosto de 2014, o Banco de Portugal anunciou a aplicação ao
Banco Espírito Santo (BES) de uma medida de resolução.
A
descoberta de fraudes, os prejuízos do BES de 3,6 mil milhões de euros, no
primeiro semestre de 2014, os maiores da história da banca em Portugal, e o
incumprimento de regras exigidas pelos reguladores e supervisores para operar
no setor bancário levaram ao fim da instituição centenária fundada pela família
Espírito Santo, considerada a última dinastia de banqueiros em Portugal.
descoberta de fraudes, os prejuízos do BES de 3,6 mil milhões de euros, no
primeiro semestre de 2014, os maiores da história da banca em Portugal, e o
incumprimento de regras exigidas pelos reguladores e supervisores para operar
no setor bancário levaram ao fim da instituição centenária fundada pela família
Espírito Santo, considerada a última dinastia de banqueiros em Portugal.
Então,
o banco central dividiu o BES em duas entidades, o ‘banco mau’, que ficou com
os ativos tóxicos e que está em processo de liquidação, e o banco de transição
Novo Banco, que foi capitalizado com 4,9 mil milhões de euros através do Fundo
de Resolução Bancária e que ficou com os ativos e passivos considerados menos
problemáticos.
o banco central dividiu o BES em duas entidades, o ‘banco mau’, que ficou com
os ativos tóxicos e que está em processo de liquidação, e o banco de transição
Novo Banco, que foi capitalizado com 4,9 mil milhões de euros através do Fundo
de Resolução Bancária e que ficou com os ativos e passivos considerados menos
problemáticos.
Desde
então, apesar de o Novo Banco ter nascido como o ‘banco bom’ a sua vida tem
sido difícil.
então, apesar de o Novo Banco ter nascido como o ‘banco bom’ a sua vida tem
sido difícil.
Os
prejuízos já totalizam mais de 1.800 milhões de euros nestes dois anos, isto
somando os 467,9 milhões de euros tidos entre 4 de agosto de 2014 e 31 de
dezembro de 2014, os 980,6 milhões de euros negativos de 2015 e os prejuízos de
362,6 milhões de euros anunciados este fim de semana e que são referentes ao
período entre janeiro e junho deste ano.
prejuízos já totalizam mais de 1.800 milhões de euros nestes dois anos, isto
somando os 467,9 milhões de euros tidos entre 4 de agosto de 2014 e 31 de
dezembro de 2014, os 980,6 milhões de euros negativos de 2015 e os prejuízos de
362,6 milhões de euros anunciados este fim de semana e que são referentes ao
período entre janeiro e junho deste ano.
A
gestão do banco também sido alvo de sucessivas mudanças. Aquando do resgate ao
BES, já Vítor Bento (ex-líder da SIBS, entidade que gere o Multibanco) tinha
sucedido ao líder histórico, Ricardo Salgado em julho de 2014, referindo o
“dever patriótico” de aceitar esse cargo, e seria ele o primeiro
presidente do Novo Banco.
gestão do banco também sido alvo de sucessivas mudanças. Aquando do resgate ao
BES, já Vítor Bento (ex-líder da SIBS, entidade que gere o Multibanco) tinha
sucedido ao líder histórico, Ricardo Salgado em julho de 2014, referindo o
“dever patriótico” de aceitar esse cargo, e seria ele o primeiro
presidente do Novo Banco.
No
entanto, sem estratégia de gestão definida, logo em setembro de 2014 Vítor
Bento demite-se, em desacordo com a visão do Banco de Portugal sobre o banco,
defendendo um processo de reestruturação a mais longo prazo antes de o Novo
Banco ser posto à venda.
entanto, sem estratégia de gestão definida, logo em setembro de 2014 Vítor
Bento demite-se, em desacordo com a visão do Banco de Portugal sobre o banco,
defendendo um processo de reestruturação a mais longo prazo antes de o Novo
Banco ser posto à venda.
A
presidência da instituição viria a ser ocupada então por Eduardo Stock da
Cunha, gestor bancário com longa experiência no Santander e que, desde 2013,
era funcionário do banco britânico Lloyds Bank, tendo pedido licença para gerir
o Novo Banco até julho de 2016.
presidência da instituição viria a ser ocupada então por Eduardo Stock da
Cunha, gestor bancário com longa experiência no Santander e que, desde 2013,
era funcionário do banco britânico Lloyds Bank, tendo pedido licença para gerir
o Novo Banco até julho de 2016.
Entretanto,
foi escolhido António Ramalho para suceder a Stock da Cunha, o terceiro
presidente do Novo Banco nestes dois anos, tendo o Banco de Portugal dado a
indicação que ia tomar posse a 01 de agosto. No entanto, soube-se entretanto
que não entrou em funções porque ainda aguarda a aprovação final do Banco
Central Europeu. Confrontado com esta informação, o Banco de Portugal não
comenta a informação.
foi escolhido António Ramalho para suceder a Stock da Cunha, o terceiro
presidente do Novo Banco nestes dois anos, tendo o Banco de Portugal dado a
indicação que ia tomar posse a 01 de agosto. No entanto, soube-se entretanto
que não entrou em funções porque ainda aguarda a aprovação final do Banco
Central Europeu. Confrontado com esta informação, o Banco de Portugal não
comenta a informação.
O
Novo Banco está entretanto no segundo processo de venda, depois de o primeiro
processo ter sido suspenso em setembro passado, com o Banco de Portugal a
considerar que nenhuma proposta era interessante.
Novo Banco está entretanto no segundo processo de venda, depois de o primeiro
processo ter sido suspenso em setembro passado, com o Banco de Portugal a
considerar que nenhuma proposta era interessante.
De
momento foram quatro as propostas recebidas – dos bancos BCP e BPI e dos fundos
Apollo/Centerbridge e Lone Star, tendo o processo de estar concluído no máximo
até agosto de 2017.
momento foram quatro as propostas recebidas – dos bancos BCP e BPI e dos fundos
Apollo/Centerbridge e Lone Star, tendo o processo de estar concluído no máximo
até agosto de 2017.
Os
analistas que seguem o sistema bancário têm dito que o mais provável é que a
venda do Novo Banco seja feita bem abaixo dos 4,9 mil milhões de euros que
foram injetados na instituição, colocando pressão sobre o resto do sistema
bancário, que poderá ter de arcar com os custos.
analistas que seguem o sistema bancário têm dito que o mais provável é que a
venda do Novo Banco seja feita bem abaixo dos 4,9 mil milhões de euros que
foram injetados na instituição, colocando pressão sobre o resto do sistema
bancário, que poderá ter de arcar com os custos.
O
futuro do Novo Banco, que está em processo de reestruturação, tendo saído mais
de mil trabalhadores da instituição só nos últimos 12 meses, é uma incógnita,
tendo o Governo dito em julho, numa carta para a Comissão Europeia, que não
iria injetar mais dinheiro e que se o banco não for vendido será liquidado.
futuro do Novo Banco, que está em processo de reestruturação, tendo saído mais
de mil trabalhadores da instituição só nos últimos 12 meses, é uma incógnita,
tendo o Governo dito em julho, numa carta para a Comissão Europeia, que não
iria injetar mais dinheiro e que se o banco não for vendido será liquidado.
Lusa
Foto:sicnoticias
