Comportamento: Teorias sobre a homossexualidade (I Parte)
| Imagem:estranhoquotidiano |
I-As
explicações científicas sobre a origem e natureza do fenómeno da
homossexualidade dividem-se em dois grandes grupos, conforme a consideramos
como congénita
ou como adquirida, quer dizer, como uma perversão ou como uma perversidade,
estabelecendo-se, entretanto e respectivamente a teoria do terceiro sexo e da
bissexualidade, e discutindo-se também a questão da homossexualidade dever
olhar-se como um fenómeno psicológico ou anatómico e dos
indivíduos homossexuais serem ou não psicopatas.
explicações científicas sobre a origem e natureza do fenómeno da
homossexualidade dividem-se em dois grandes grupos, conforme a consideramos
como congénita
ou como adquirida, quer dizer, como uma perversão ou como uma perversidade,
estabelecendo-se, entretanto e respectivamente a teoria do terceiro sexo e da
bissexualidade, e discutindo-se também a questão da homossexualidade dever
olhar-se como um fenómeno psicológico ou anatómico e dos
indivíduos homossexuais serem ou não psicopatas.
Antes
de entrar no detalhe das diferentes opiniões sobre este assunto, devemos fazer
notar que, no estado actual da Psicopatologia Criminal e da Sexologia, uma
parte dos homossexuais não é realmente constituída por doentes, mas, tão somente,
por anormais.
de entrar no detalhe das diferentes opiniões sobre este assunto, devemos fazer
notar que, no estado actual da Psicopatologia Criminal e da Sexologia, uma
parte dos homossexuais não é realmente constituída por doentes, mas, tão somente,
por anormais.
II-
A maioria dos sexólogos e psiquiatras têm a convicção de que a homossexualidade
é de natureza congénita. Assim pensam, entre outros Magnus, Hirschfeld, Casper,
Ulrichs, Westphal, Forel, Wacke, Chevalier, Halban, Numatius, Meissner, Sanger,
Rohleder, Freud, Kraftt-Ebing, etc.
A maioria dos sexólogos e psiquiatras têm a convicção de que a homossexualidade
é de natureza congénita. Assim pensam, entre outros Magnus, Hirschfeld, Casper,
Ulrichs, Westphal, Forel, Wacke, Chevalier, Halban, Numatius, Meissner, Sanger,
Rohleder, Freud, Kraftt-Ebing, etc.
Para
explicar a origem e natureza da homossexualidade, pretende o Prof. Magnus
Hirshfeld que, respectivamente, os homossexuais e os uranistas, não sejam mais
degenerados que as outras pessoas e representem uma espécie de terceiro sexo,
anteriormente normal e de analogia notável com a dos himenópteros. Em sua
opinião a existência da homossexualidade é natural, e, a sua falta seria de
estranhar, porque as transições existentes entre um e outro sexo, podem
provar-se relativamente a todos os órgãos e a todas as funções, por isso o
instinto sexual não deveria constituir excepção. É inexacto, diz o Prof.
Hirschfeld, como se julga, que a diferenciação dos sexos seja tanto mais distinta
quanto mais altamente colocado se encontra um ser vivo e que a natureza
trabalhe para a diferenciação, cada vez mais acentuada, dos sexos.
explicar a origem e natureza da homossexualidade, pretende o Prof. Magnus
Hirshfeld que, respectivamente, os homossexuais e os uranistas, não sejam mais
degenerados que as outras pessoas e representem uma espécie de terceiro sexo,
anteriormente normal e de analogia notável com a dos himenópteros. Em sua
opinião a existência da homossexualidade é natural, e, a sua falta seria de
estranhar, porque as transições existentes entre um e outro sexo, podem
provar-se relativamente a todos os órgãos e a todas as funções, por isso o
instinto sexual não deveria constituir excepção. É inexacto, diz o Prof.
Hirschfeld, como se julga, que a diferenciação dos sexos seja tanto mais distinta
quanto mais altamente colocado se encontra um ser vivo e que a natureza
trabalhe para a diferenciação, cada vez mais acentuada, dos sexos.
As
diferenças sexuais, tanto entre os animais inferiores como entre os superiores,
provam a existência dos tipos de transição nos homens, em todas as épocas e em
todos os climas. É certo, que na natureza a unidade dos sexos é o mais vulgar,
pelo que a separação dos dois sexos marca o grau superior da sua evolução. Em
compensação, nos graus intermédios, verifica-se o progresso para a polisexualidade.
O terceiro sexo não é, pois, uma coisa simples, mas sim complexa.
diferenças sexuais, tanto entre os animais inferiores como entre os superiores,
provam a existência dos tipos de transição nos homens, em todas as épocas e em
todos os climas. É certo, que na natureza a unidade dos sexos é o mais vulgar,
pelo que a separação dos dois sexos marca o grau superior da sua evolução. Em
compensação, nos graus intermédios, verifica-se o progresso para a polisexualidade.
O terceiro sexo não é, pois, uma coisa simples, mas sim complexa.
A
homossexualidade é, assim, para o doutro Magnus Kirschfeld, uma doença que
consiste numa espécie de ausência de materiais de construção orgânica, cuja variação
dá origem aos chamados graus intermediários, que marcam as
transições entre o homem e a mulher (hermafroditas e pseudohermafroditas). Do
mesmo modo que estes seres se intercalam ao homem e à mulher e pela sua
deficiente disposição congénita demonstram a existência de estados de transição
entre homem e mulher, o mesmo sucede também com os homossexuais. A
homossexualidade, para o Doutor Hirschfeld e a sua escola, é incurável.
homossexualidade é, assim, para o doutro Magnus Kirschfeld, uma doença que
consiste numa espécie de ausência de materiais de construção orgânica, cuja variação
dá origem aos chamados graus intermediários, que marcam as
transições entre o homem e a mulher (hermafroditas e pseudohermafroditas). Do
mesmo modo que estes seres se intercalam ao homem e à mulher e pela sua
deficiente disposição congénita demonstram a existência de estados de transição
entre homem e mulher, o mesmo sucede também com os homossexuais. A
homossexualidade, para o Doutor Hirschfeld e a sua escola, é incurável.
Como
exemplos dessas transições de graus intermediários, figuram, no dizer do
Hirschfeld, os homens com peito feminino ou as mulheres com atributos
masculinos, (mulheres com barba, viragos, etc.) e os indivíduos que, pela
disposição do aparelho genital ou pelo instinto sexual invertido, etc., se
aproximam do sexo oposto.
exemplos dessas transições de graus intermediários, figuram, no dizer do
Hirschfeld, os homens com peito feminino ou as mulheres com atributos
masculinos, (mulheres com barba, viragos, etc.) e os indivíduos que, pela
disposição do aparelho genital ou pelo instinto sexual invertido, etc., se
aproximam do sexo oposto.
Nesta
cadeia, quase ininterrupta e extensa, do homem normal ideal à mulher normal
típica, encontram-se os transvertidos eróticos.
cadeia, quase ininterrupta e extensa, do homem normal ideal à mulher normal
típica, encontram-se os transvertidos eróticos.
O
instinto de trocar o fato, no parecer do Prof. Hirschfeld, unicamente revela o
sinal duma tendência para desempenhar o papel do outro sexo e é o símbolo duma
efeminação maior ou menor do homem, e duma virilização, quando se trata da
mulher, ou seja, dum impulso instintivo e congénito para a feminização.
instinto de trocar o fato, no parecer do Prof. Hirschfeld, unicamente revela o
sinal duma tendência para desempenhar o papel do outro sexo e é o símbolo duma
efeminação maior ou menor do homem, e duma virilização, quando se trata da
mulher, ou seja, dum impulso instintivo e congénito para a feminização.
Quanto
à transvestimentação,
o Prof. Hirschfeld considera-a como uma anomalia singular que se denuncia, na
maioria dos casos, em pessoas de sexo masculino de instinto sexual não
invertido, a quem atormenta o desejo, às vezes impulsivo, de usarem as
roupas de outro sexo, por encontrarem esta nesta transformação uma verdadeira
felicidade, condizente com o seu modo de ser.
à transvestimentação,
o Prof. Hirschfeld considera-a como uma anomalia singular que se denuncia, na
maioria dos casos, em pessoas de sexo masculino de instinto sexual não
invertido, a quem atormenta o desejo, às vezes impulsivo, de usarem as
roupas de outro sexo, por encontrarem esta nesta transformação uma verdadeira
felicidade, condizente com o seu modo de ser.
Dr.
Ladislau Thot
Ladislau Thot
Condensado
do Livro Psicopatologia Criminal
do Livro Psicopatologia Criminal