Chefe da Al-Qaida ameaça repetir o 11 de setembro “milhares de vezes”

11/09/2016 0 Por Carlos Joaquim
O
chefe da rede terrorista Al-Qaida, Ayman al-Zawahiri, ameaçou os
Estados Unidos de repetir “milhares de vezes” os ataques do
11 de setembro, num vídeo difundido por ocasião do 15º aniversário
dos mortíferos atentados de Nova Iorque.
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O
11 de setembro “é o resultado dos vossos crimes contra nós”,
afirmou Al-Zawahiri dirigindo-se aos Estados Unidos, num vídeo
difundido em sítios ‘jihadistas’ na internet.
O
islamita radical egípcio assinalou que “os crimes prosseguem”
e que o 11 de setembro “vai repetir-se milhares de vezes”.
No
11 de setembro de 2001, dois aviões comerciais foram desviados e
precipitados contra as torres gémeas do World Trade Center em Nova
Iorque, com um balanço de 2.753 mortos. No mesmo dia, um terceiro
avião despenhou-se na Pensilvânia e outro aparelho no Pentágono,
arredores de Washington.
No
vídeo, Al-Zawahiri evoca a política dos Estados Unidos face aos
países árabes e muçulmanos, condenando a sua ocupação dos
territórios destes países e o seu apoio a governos “criminosos
e corruptos”.
Estas
ameaças surgem no momento em que responsáveis norte-americanos
referiram que os Estados Unidos estão aptos para se proteger dos
ataques ‘jihadistas’ sofisticados apesar de permanecem vulneráveis
às operações mais rudimentares efetuadas por extremistas locais.
Após
o 11 de setembro, os EUA focalizaram o seu combate antiterrorista
contra a Al-Qaida e os talibãs afegãos, mas hoje visam
prioritariamente o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), principal
rival da Al-Qaida e que ocupa largas faixas de território na Síria
e Iraque.
Os
combatentes do EI provaram a sua capacidade de planificar e inspirar
ataques na Europa e nos Estados Unidos, cometidos muitas vezes por
residentes e ainda por cidadãos do país atacado.
Al-Zawahiri
apelou ainda à união dos ‘jihadistas’ e exortou os afro-americanos
a converterem-se ao islão para se “protegerem” das leis
dos Estados Unidos que afirmou serem controladas “pela maioria
branca”.

Lusa