TEMPESTADE “KRISTIN” PROVOCA MAIS DE 143 MILHÕES DE EUROS EM PREJUÍZOS NO CONCELHO DA MARINHA GRANDE

TEMPESTADE “KRISTIN” PROVOCA MAIS DE 143 MILHÕES DE EUROS EM PREJUÍZOS NO CONCELHO DA MARINHA GRANDE

13/03/2026 0 Por Carlos Joaquim
O Município da Marinha Grande submeteu à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR‑C) os mapas detalhados dos prejuízos provocados pela tempestade Kristin, que, no dia 28 de janeiro, atingiu com grande violência todo o concelho, causando danos significativos em infraestruturas, equipamentos e áreas naturais.
  • De acordo com a avaliação técnica realizada pelos serviços municipais, os prejuízos ultrapassam os 143 milhões de euros, assim distribuídos:132 milhões de euros — danos em equipamentos e infraestruturas municipais, incluindo edifícios públicos, vias rodoviárias, sistemas de drenagem, espaços verdes, equipamentos desportivos e culturais;
  • 1,13 milhões de euros — prejuízos registados pelas Juntas de Freguesia;
  • 10 milhões de euros — danos reportados por Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), associações, coletividades e entidades religiosas do concelho.
O Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, sublinha “a gravidade da situação e a necessidade urgente de resposta, uma vez que estamos perante uma das maiores destruições registadas no concelho nas últimas décadas. A dimensão dos prejuízos é avassaladora, tanto ao nível das infraestruturas municipais como das nossas instituições, que desempenham um papel essencial no apoio à comunidade.”
Apesar de não estarem incluídos no levantamento submetido à CCDR‑C — por não dependerem de reporte direto ao Município — Paulo Vicente destaca que “as empresas do concelho também sofreram prejuízos muito elevados, quer em equipamentos e estruturas, quer em matéria‑prima, maquinaria, armazéns e períodos prolongados de paragem produtiva. Estes impactos agravam ainda mais o cenário de destruição provocado pela tempestade Kristin.”
O autarca reforça que “a reconstrução será um processo exigente, que exigirá recursos avultados e trabalho articulado entre entidades locais, regionais e nacionais. A nossa prioridade é clara: garantir que ninguém fica para trás. Estamos a trabalhar com todos os parceiros para acelerar procedimentos, assegurar os apoios necessários e restabelecer condições de normalidade para as famílias, para as instituições e para o espaço público.”