Câmara de Lisboa arrenda casas com condições especiais para proprietários de Alojamento local
Os proprietários já se podem candidatar ao Programa Renda Segura para arrendarem as suas casas à Câmara de Lisboa, que depois as vai subarrendar a preços acessíveis, com uma majoração para quem tenha imóveis de Alojamento Local.
O anúncio foi feito hoje pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), numa conferência de imprensa transmitida ‘online’.
O autarca destacou que o programa “é dirigido em primeiro lugar aos proprietários da cidade que procuram com o seu imóvel ter um rendimento”, com “condições especiais” para aqueles que tenham “imóveis atualmente no Alojamento Local”.
“Sabemos todos do esforço que muitos proprietários fizeram na reabilitação dos imóveis para o Alojamento Local. Sabemos também que, infelizmente, fruto da situação que vivemos, o turismo será das atividades que mais tarde irá recuperar”, notou o autarca.
A Câmara de Lisboa vai, por isso, pagar mais pela renda aos proprietários de AL — que se refletirá também na renda a pagar pelo inquilino – de modo a “ficar com o mobiliário que está dentro desses imóveis”, que “depois serão subarrendados nas mesmas condições aos jovens e às famílias das classes médias”, explicou Fernando Medina.
Estas casas, que serão arrendadas conforme preços estipulados no Programa de Renda Acessível do município, permitirão “aumentar a bolsa de imóveis a rendas acessíveis” na capital e têm também como objetivo que mais pessoas possam viver no centro de Lisboa, realçou o presidente da câmara.
“Esta pandemia que vivemos veio tornar ainda mais evidente a urgência de acelerarmos a transição para uma cidade mais verde, mais sustentável, com menos poluição. Sabemos que a melhor forma de fazer isto é fazer com que as pessoas vivam mais perto dos seus empregos, mais perto do sítio onde têm os seus filhos a estudar. Mais perto do sítio onde podem ter acesso à cultura, ao comércio, ao lazer”, argumentou.
Fernando Medina sublinhou também que o município vai pagar “rendas atrativas” aos proprietários, que ficarão isentos de riscos, uma vez que é a Câmara de Lisboa que lhes pagará o montante do arrendamento “a tempo e horas” e que ficará “com o risco da gestão do inquilino ao qual venha a subarrendar” uma casa.
“É uma renda fixa, constante, paga a tempo e horas, sem riscos, sem complicações sem maçadas”, defendeu Medina, acrescentando que estes imóveis ficam isentos de IRS, IRC e IMI.
