Moçambique | Estratégia de Moçambique para zona de livre-comércio africana é “criar agregados de suplier side para exportar em simultâneo” de África para o mundo
A entrada em vigor do Tratado Continental Africano de Livre-Comércio, no próximo mês de Julho, criará um mercado de 1,2 bilião de consumidores no nosso continente, porém para o ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa, o potencial é “criar agregados de suplier side (…) para exportar em simultâneo” de África para o mundo. Mais céptico Kekobad Patel, do sector privado, alertou que “se vamos abrir de qualquer maneira podemos ter problemas como tivemos com a integração na SADC (…) o vizinho mais forte entrou e matou toda indústria”.
O tratado, que tem como objetivo criar a maior zona de livre-comércio do mundo, completou no dia 30 de Abril o limiar legal ao ser ratificado por um mínimo de 22 nações, embora esse número já some 23 países incluindo Moçambique, África do Sul, Quénia ou o Egipto.
Na óptica do comissário do Comércio e Indústria da Comissão da União Africana (UA), Albert Muchanga, é “Marco histórico!”, “Celebramos o triunfo de um compromisso cego, pragmático e continental com a integração económica”, afirmou na sua conta na rede social Twitter onde anunciou que que o tratado será ratificado no dia 7 de Julho, durante a Cimeira da UA que vai acontecer em Niamey, no Níger.