Galiza em confinamento diz que deslocações a Portugal têm de ser justificadas

03/05/2021 0 Por Carlos Joaquim
O vice-presidente da Junta da Galiza disse hoje que, apesar da reabertura das fronteiras terrestes em Portugal, aquela região autónoma espanhola permanece em confinamento e que as deslocações têm “de ser justificadas”.
“É certo que o encerramento de fronteiras não é efetivo desde sábado, mas também é certo que, à data de hoje, a Galiza, tal como quase todas as regiões autónomas, continua em confinamento. A entrada e saída da Galiza tem de ser justificada e, isso inclui a fronteira com Portugal”, afirmou Alfonso Rueda, numa gravação áudio a que a Lusa teve acesso.
O responsável, que falava aos jornalistas à margem de uma cerimónia em Vigo, adiantou que a Junta da Galiza enviou hoje uma carta ao ministro espanhol do Interior e ao Governo daquele país, “a recordar que hoje, a Galiza, continua em confinamento e que, por essa razão, as deslocações a Portugal têm de ser justificadas”.
“Pedimos a colaboração, fundamentalmente, à Guardia Civil, e também à Polícia Nacional, para que se cumpram esses requisitos, enquanto estiverem em vigor”, disse o vice-presidente da Junta da Galiza.
Se queremos ser coerentes, enquanto as medidas estiverem em vigor, devem ser mantidas e respeitadas”, reforçou.
Na quinta-feira, no final da reunião do Conselho de Ministros sobre a última fase de confinamento, o primeiro-ministro António Costa anunciou a reabertura, no sábado, das fronteiras terrestres com Espanha.
Do lado português, as fronteiras com Espanha estão abertas em todo o território nacional, com controlos móveis feitos pelas forças de segurança para alertar os cidadãos provenientes de países de risco para a obrigatoriedade de quarentena, anunciou no sábado o ministro da Administração Interna.
De acordo com uma notícia de sexta-feira da agência EFE, todas as comunidades autónomas de Espanha, exceto Madrid, Canárias e Baleares, decidiram manter cercas sanitárias, ao nível da comunidade, da província ou do concelho, até 09 de maio, com vista a a propagação da covid-19.
Lusa