Teste negativo cinco dias após chegada a Inglaterra reduz quarentena

24/11/2020 0 Por Carlos Joaquim
Os viajantes que entrarem em Inglaterra e que são obrigados a cumprir quarentena, poderão, em dezembro, encurtar esse isolamento, caso tenham um teste negativo para o novo coronavírus cinco dias após sua chegada, anunciou hoje o Governo britânico.
Esta decisão visa revitalizar a indústria de viagens e, em particular, o setor dos transportes aéreos, que sofreu uma queda considerável no tráfego devido às restrições impostas para combater a pandemia de covid-19.
A partir de 15 de dezembro, os viajantes que chegarem à Inglaterra de avião, barco ou comboio poderão terminar o período de 15 dias de quarentena se comprovarem que fizeram um teste à covid-19 cinco dias após a sua chegada ao país e que o resultado foi negativo.
Os cidadãos terão de agendar esta triagem antes de viajar, preencher um formulário para serem localizados e, até realizarem o teste, devem permanecer isolados.
Os testes serão efetuados num estabelecimento privado de saúde e pagos pelos cidadãos.
Aqueles que optarem por não fazer o teste terão que cumprir as duas semanas de quarentena.
“A nova estratégia de triagem permiti-nos viajar com mais liberdade, ver nossos entes queridos e impulsionar os negócios internacionais. Ao dar às pessoas a opção de serem selecionadas no quinto dia, também estamos a apoiar a indústria de viagens”, afirmou o ministro dos Transportes, Grant Shapps, em comunicado.
O governo inglês explicou que mudou de posição após examinar as evidências científicas que “mostram que um teste após cinco dias de isolamento traz um resultado melhor do que um teste à chegada, porque dá tempo para o vírus incubar, o que ajuda a reduzir o risco de um resultado falso negativo”.
Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (55.230 mortos, mais de 1,5 milhões de casos), seguindo-se Itália (50.453 mortos, mais de 1,4 milhões de casos), França (49.232 mortos, mais de 2,1 milhões de casos) e Espanha (43.131 mortos, mais de 1,5 milhões de casos).

Lusa