Cientistas podem ter encontrado o gene da magreza

Cientistas podem ter encontrado o gene da magreza

23/05/2020 0 Por Carlos Joaquim
Pesquisadores de uma grande equipe internacional descobriram o gene do “come e não engorda” – aquele tipo que todo mundo conhece, que come tudo o que deseja, não frequenta a academia e continua supermagro.
Enquanto o estudo é preliminar, os mecanismos genéticos que ajudam essas pessoas a manter sua magreza têm o potencial de abrir novos caminhos para o tratamento da obesidade.

Encontrando o gene

Para encontrar esse gene, os cientistas vasculharam amostras de DNA e dados clínicos de mais de 47.000 indivíduos saudáveis da Estônia, com idades entre 20 e 44 anos.
“O biobanco da Estônia é único em seus detalhes. Analisamos os mapas genéticos de pessoas com um IMC [índice de massa corporal] abaixo de 18 e os comparamos com os de pessoas com peso normal e descobrimos a [variante genética] que se correlacionava com ser supermagro”, explicou um dos autores do estudo, Josef Penninger, professor de genética médica e diretor do Instituto de Ciências da Vida da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá).
A variante aparece no gene ALK, que produz uma proteína chamada de linfoma quinase anaplásico, envolvida no crescimento celular.
Os cientistas já sabiam que formas mutadas desse gene e proteína podiam estimular o desenvolvimento de tumores; elas já foram encontradas no câncer de pulmão de células não pequenas, no linfoma anaplásico de grandes células e em um tipo de câncer cerebral conhecido como neuroblastoma.