ESCLARECIMENTO DA TRANSDEV

ESCLARECIMENTO DA TRANSDEV

22/05/2020 0 Por Carlos Joaquim

Matosinhos, 22 de maio de 2020 – Tendo em conta o facto de vários municípios terem optado por transportar os alunos do 11º e 12º ano com meios não licenciados para o efeito, com inerentes riscos de saúde pública e de segurança rodoviária, a Transdev vem esclarecer o seguinte:

  • A Transdev sempre esteve disponível para retomar a sua atividade em todos os municípios onde opera e está ativamente a auscultar as populações das zonas que serve, através de uma plataforma online, para adaptar a oferta à procura;
  • Estes dados estão a ser partilhados regularmente com as autarquias como base para o trabalho de definição de linhas e horários que melhor podem servir as populações a cada momento – os designados na lei por serviços essenciais;
  • 51% das necessidades de transporte identificadas tiveram resposta positiva das AT – Autoridades de Transportes (os municípios), com trabalho já efetuado e serviços já implementados. Nesse âmbito, a Transdev já retomou os seus serviços nos municípios pertencentes às comunidades intermunicipais do Cavado, Ave, Região Coimbra, Viseu Dão Lafões, Beiras e Serra da Estrela, Tâmega e Sousa, Alto Minho e nos municípios de Águeda, Sever do Vouga e Aveiro;
  • Há 15% de necessidades de transporte registadas que aguardam aprovação das AT e há 34% de situações identificadas a que as AT não estão a dar resposta, reduzindo a abrangência do transporte aos alunos do 11º e 12º ano, deixando a restante população sem qualquer oferta. Alguns municípios optaram por, voluntariamente, transportar os alunos com outros meios, apesar da Transdev ter sempre demonstrado disponibilidade e interesse em realizar os serviços essenciais definidos pelas Autoridades de Transporte (Municípios ou CIMs), contrariamente ao que foi afirmado por um partido político, que comentou publicamente o tema;
  • No entender da Transdev, a opção de não utilização das empresas de transporte público que operam nestes municípios, resulta de uma interpretação errada por parte dessas autarquias do atual regime para os operadores de transportes e compromete a sustentabilidade futura destes;
  • De salientar que o atual regime jurídico, bem como a orientação politica transmitida pelo Governo permite que as Autoridades de Transportes utilizem a totalidade dos montantes referentes aos passes 4@18, sub23, passe social+ e PART, bem como as verbas do apoio PROTransP e receita dos passes escolares para garantir a atribuição do financiamento necessário aos operadores de serviços de transporte público, no sentido destes garantirem a continuidade dos serviços essenciais;
  • Sem isso, as autarquias comprometem a realização de qualquer serviço de transporte público no imediato e a prazo, a satisfação das necessidades das comunidades em matéria de transportes e o futuro das empresas e dos seus postos de trabalho com consequência graves para um enorme número de famílias que residem nestes mesmos municípios.

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