“Só temos uma opção: sermos competitivos”. Universidade de Coimbra assume que atratividade é o seu maior desafio

“Só temos uma opção: sermos competitivos”. Universidade de Coimbra assume que atratividade é o seu maior desafio

02/03/2020 0 Por Carlos Joaquim
O reitor da Universidade de Coimbra (UC) afirmou que a atratividade é o principal desafio da instituição e defendeu que é necessário converter os obstáculos em oportunidades.
“O maior de todos os desafios com que nos confrontamos é o da atratividade”, afirmou Amílcar Falcão, na cerimónia em que entregou o Prémio Universidade de Coimbra a Carlos Moedas, ex-comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação.
Na sua opinião, pede-se à UC “um esforço adicional para conseguir posicionar-se em igualdade de condições com as suas congéneres” do ensino superior do país.
“Só temos uma opção: sermos competitivos, apesar dos desequilíbrios regionais existentes, transformando os condicionalismos em oportunidades”.
Amílcar Falcão salientou que, atualmente, 20% por estudantes da Universidade de Coimbra “são provenientes de mais de 100 nacionalidades” e que a UC, fundada há 730 anos pelo rei D. Dinis, foi “a entidade do sistema científico e tecnológico que mais volume de financiamento competitivo angariou em Portugal”, no quadro do programa europeu Horizonte 2020.
“Em 2019, conseguimos ser a organização nacional com mais pedidos de patentes registados. Só podemos estar perante uma instituição única”, congratulou-se.
Ao realçar que a UC “quer liderar a mudança de paradigma” do ensino superior em Portugal, o reitor disse que a instituição, criada em 1290, pretende “estar no topo de quem influencia as decisões e de quem apresenta propostas disruptivas”.
“É fundamental melhorar a nossa produtividade e, para que isso aconteça, temos de continuamente introduzir melhorias no sistema”, afirmou ainda, ao frisar que a Universidade de Coimbra “é líder nacional, entre todas as instituições e empresas portuguesas, no número de invenções criadas”.
Outro dos oradores da sessão foi o presidente do Conselho Geral da UC, João Caraça, para quem “o valor central da ciência moderna é fundamentalmente o de nos mostrar o papel construtivo do erro, da dúvida e da objeção”.