Moçambique | OMS avisa para “pandemia” mundial do coronavírus, Governo não sabe quantos moçambicanos estão na China, Coreia do Sul ou Itália

Moçambique | OMS avisa para “pandemia” mundial do coronavírus, Governo não sabe quantos moçambicanos estão na China, Coreia do Sul ou Itália

25 de Fevereiro, 2020 0 Por Carlos Joaquim
No dia em que o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) avisou que o mundo tem de se preparar para uma “eventual pandemia” do novo coronavírus (COVID-19), considerando “muito preocupante” o “aumento repentino” de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) admitiu nesta segunda-feira (25) que não sabe quantos cidadãos moçambicanos estão nestes países onde a doença já matou 2.608 pessoas.
Falando em conferência de imprensa em Genebra Tedros Adhanom Ghebreyesus alertou: “Devemos concentrar-nos na contenção (da epidemia), enquanto fazemos todo o possível para nos prepararmos para uma eventual pandemia”.
Entretanto na Itália, onde na quinta-feira (21) existiam apenas seis infectados, uma sexta pessoa faleceu nesta segunda-feira (24) na região da Lombardia enquanto os casos de contágio ascendem a 224 pacientes.
As autoridades decretaram um cordão de controlo médico-sanitário em torno de dez cidades do Norte, a Itália é o país mais afectado na Europa pelo COVID-19 e o terceiro no mundo, depois da Coreia do Sul e da China.
O Governo da Coreia do Sul elevou no domingo (23) para vermelho o alerta para doenças contagiosas, o nível mais alto de sua escala, devido ao aumento de infecções do novo coronavírus, que já afetou 763 pessoas. A decisão surgiu depois que o número de infecções aumentou 17 vezes nos últimos cinco dias, especialmente em torno da cidade de Daegu.
O presidente sul-coreano Moon Jae-in afirmou que as autoridades de saúde estavam a adoptar medidas “especiais” em relação aos membros de uma seita religiosa denominada Shincheonji, considerada o principal foco de infecção no país. De todas infecções relatadas na Coreia do Sul, mais de 300 estão ligadas a esse grupo religioso.
Na China o Presidente Xi Jinping reconheceu no domingo (23), diante dos principais líderes do país, que a epidemia do coronavírus é a mais grave crise de saúde desde a fundação da República Popular da China, em 1949.
“É o que está a espalhar-se mais rapidamente, com os mais infectados e tem sido o mais difícil de prevenir e controlar”, disse Xi, durante uma reunião do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, o mais alto órgão governamental do país, de acordo com a televisão estatal.