Moçambique | Extinto Ministério da Juventude e Desportos gasta milhões em viagens e publicações

Moçambique | Extinto Ministério da Juventude e Desportos gasta milhões em viagens e publicações

25 de Fevereiro, 2020 0 Por Carlos Joaquim
O Presidente Filipe Nyusi demorou quase um mês para definir as atribuições e competências da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego e da Secretaria de Estado de Desportos. Estranhamente o extinto Ministério da Juventude e Desportos continua a gastar milhões em viagens e publicações.
Mais de um mês após ter sido investido para um 2º mandato e quase 30 dias depois de ter decretado a extinção do Ministério da Juventude e Desportos o Chefe de Estado enfim definiu as atribuições e competências da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego.
Criada pelo Decreto Presidencial n.º 2/2020, de 30 de Janeiro este Órgão Central do Aparelho do Estado “é responsável pela definição, implementação de políticas, estratégias, programas económicos e sociais adoptados pelo Estado, assegurando a direcção, coordenação, planificação e controlo da acção governamental nos domínios da Juventude e do Emprego”, refere um comunicado da Presidência da República recebido nesta segunda-feira (24) pelo @Verdade que ainda tem de ser publicado em Boletim da República para tornar-se efectivo.
Recorde-se que a Secretaria de Estado da Juventude e Emprego deverá funcionar sob a direcção directa de Filipe Nyusi e já tem garantidos para início de actividades 75 milhões de dólares que o Banco Mundial aprovou emprestar em condições de amortização bonificadas.
Entretanto o Presidente Nyusi ainda não definiu as atribuições e competências da Secretaria de Estado do Desporto e enquanto isso o extinto Ministério da Juventude e Desportos continua a realizar despesas cuja justificação é duvidosa como é o caso da adjudicação de passagens aéreas e terrestres no valor de 3,3 milhões de meticais ou a entrega por ajuste directo de 1,5 milhão de meticais alegadamente à Imprensa Nacional para o fornecimento de Boletins da República.
Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique