Moçambique | União Europeia critica Eleições de 2019 mas “continua plenamente engajada e comprometida” com a Frelimo

Moçambique | União Europeia critica Eleições de 2019 mas “continua plenamente engajada e comprometida” com a Frelimo

15/02/2020 0 Por Carlos Joaquim
Embora a sua Missão de Observação tenha criticado duramente as Eleições Gerais e Províncias de 2019, chegando a declarar que as vitórias esmagadoras do partido Frelimo e dos seus candidatos foram “altamente improváveis”, o embaixador António Sanches-Benedito Gaspar deixou claro que: “a União Europeia continua plenamente engajada e comprometida” com o Governo do partido Frelimo.
O relatório final da Missão de Observação da União Europeia às eleições de 15 de Outubro passado assinala que: “A FRELIMO beneficiou não só dos oito mandatos adicionais atribuídos à província de Gaza, como também da impressionante mudança do padrão de voto nas províncias centrais, onde a oposição detinha a maioria dos mandatos. Uma análise das mudança dos padrões de voto nas eleições presidenciais entre 2014 e 2019 revela o sucesso de uma estratégia centralizada com o objectivo de aumentar os votos a favor do partido no poder nos distritos da oposição”.
“Houve uma surpreendente inversão dos resultados na províncias maioritariamente da oposição como Sofala, Nampula e Zambézia e nos distritos da oposição nas províncias de Manica, Tete e Niassa (como Báruè, Tsangano e Ngaúma, respectivamente)” indica o documento tornado público nesta quarta-feira (12) em Maputo.
A conclusão da Missão de Observação, que foi dirigida pelo eurodeputado Nacho Sánchez Amor, é que: “Tal inesperada, direcionada e significante mudança nas preferências de voto, estritamente limitadas aos distritos da oposição, e contrariando os resultados das eleições autárquicas de 2018, são altamente improváveis tanto devido ao ambiente político polarizado como às preferências de voto profundamente enraizadas. A maioria da FRELIMO em todos os 154 distritos foi assim alcançada através de um cuidadoso foco nos distritos e províncias da oposição”.