PSD volta às urnas. Rio e Montenegro disputam inédita segunda volta com polémica sobre lugares na reta final

PSD volta às urnas. Rio e Montenegro disputam inédita segunda volta com polémica sobre lugares na reta final

18 de Janeiro, 2020 0 Por Carlos Joaquim
O presidente do PSD, Rui Rio, e o antigo líder parlamentar Luís Montenegro voltam a ir a votos este sábado em eleições diretas para escolher o próximo líder, numa inédita segunda volta em que o tom da campanha endureceu.
Na primeira volta, Rui Rio foi o candidato mais votado com 49,02% dos votos expressos, seguido do antigo líder parlamentar do PSD, que obteve 41,42% do total. O vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais Miguel Pinto Luz ficou em terceiro, com 9,55%, e fora da segunda volta.
Nesta última semana, as ‘transferências’ dos apoiantes de Pinto Luz para os dois candidatos mais votados e as acusações mútuas de troca de apoios por lugares marcaram a campanha.
Os antigos secretários-gerais do PSD Miguel Relvas e Matos Rosa, o antigo vice-presidente Marco António Costa, os líderes das distritais de Lisboa e de Setúbal, Ângelo Pereira e Bruno Vitorino, o vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, o deputado e presidente da distrital da JSD de Lisboa, Alexandre Poço, ou o presidente da concelhia do Porto, Hugo Neto, foram alguns ex-apoiantes do autarca de Cascais que anunciaram o seu voto em Montenegro na segunda volta.
Os deputados Carlos Silva e Sandra Pereira, que apoiaram Miguel Pinto Luz na primeira volta, também declararam apoio a Luís Montenegro.
Em sentido contrário, o ex-ministro Mira Amaral, o cientista Carvalho Rodrigues e os deputados Ana Miguel Santos e Nuno Carvalho (que foram cabeças de lista nas últimas legislativas em Aveiro e Setúbal, respetivamente) passaram do apoio a Pinto Luz para a declaração de voto no atual presidente e recandidato, Rui Rio.
No total do país, Rio teve mais 2.409 votos que Montenegro, mas os dois candidatos menos votados somaram, em conjunto, mais 621 votos do que o atual presidente.
Mas o que ‘aqueceu’ esta semana extra de campanha foram as trocas de acusações de que as candidaturas andariam a oferecer lugares em troca de apoios e votos, negadas por ambos e sem nomes em cima da mesa.
No discurso da madrugada eleitoral de domingo, Rio disse que todos os seus votos tinham sido “por convicção” e assegurou que não tinha oferecido nem iria oferecer quaisquer lugares, no que foi lido por Montenegro como uma insinuação sobre a sua candidatura.
Dois dias depois, o antigo líder parlamentar fez questão de negar “solenemente” tal prática e devolver a acusação à direção de Rui Rio, mas sem apontar nomes.

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