FTETRAMORFO

FTETRAMORFO

14/01/2020 0 Por Carlos Joaquim

Lembro-me de ter ouvido alguém querer saber coisas sobre o TETRAMORFO. Será que também quer saber?

Aparece no pórtico de muitas catedrais góticas e… não só.

Tiradas da internet, eis em esquema algumas imagens do TETRAMORFO:

Nos 4 cantos, os 4 símbolos do TETRAMORFO, todos alados, e o PANTOCRATOR (“Todo Poderoso” ou Cristo de Majestade) dentro da mandorla (aquela “amêndoa” no centro).

Este tímpano, além de TETRAMORFO e PANTOCRATOR, contém na base os 12 Apóstolos.

Agora apresento um texto tirado da internet que procura a origem do TETRAMORFO:

Irineu expõe o parentesco dos evangelistas com os Viventes, mas é uma aproximação arbitrária e não simbólica, que servirá mais para a iconografia que para outra coisa. Como o evangelho de Mateus começa com a anunciação a José, e nele aparecem os anjos, o Homem será o seu distintivo; Como o de Lucas começa no Templo, com a anunciação a Zacarias, depois do sacrifício do Touro, este animal será o seu distintivo. Já Marcos começa seu relato com Jesus indo para o deserto, e neste evangelho, aparece como o Leão de Judá, assim será representado. Finalmente, João começa seu relato nas alturas do Verbo no princípio de tudo, e por isso, associado à ave que mais alto consegue voar: a Águia.

«O beato profeta Ezequiel narra uma visão e uma aparição divina e gloriosa que contemplou (cf. Ez 1,1s; 10,2s), e a descreveu plena de mistérios inefáveis. Viu, de fato, na planície, um carro de querubins, quatro eram os viventes espirituais, dos quais, cada um tinha quatro faces: a primeira era de leão, a segunda de águia, a terceira de touro e a quarta de homem. Cada face era provista de asas, de modo que não se distinguiam nem a parte anterior, nem a posterior. O seu dorso era coberto de olhos, e também o seu ventre, e não havia neles nenhum lugar que não estivesse cheio de olhos, e ao lado de cada face, existiam rodas, encaixadas umas nas outras; e, nas roda, havia um espírito. E viu uma aparência de homem sentado sobre elas; o escapelo de seus pés tinha a aparência de uma safira. O carro levava o querubim, e os seres vivos levavam o Senhor-Condutor que os conduzia. Onde quer que andasse, era sempre na direção de um dos rostos. E viu sob o querubim como que uma mão de homem, que o sustentava e o carregava.

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