COIMBRA | Coimbra: Barreiras arquitetónicas condicionam mobilidade dos idosos em espaço urbano

COIMBRA | Coimbra: Barreiras arquitetónicas condicionam mobilidade dos idosos em espaço urbano

11/12/2019 0 Por Carlos Joaquim
Várias barreiras arquitetónicas, entre eles o pavimento e a falta de elementos de apoio, condicionam a mobilidade dos idosos no espaço urbano, revela um estudo de cientistas das Universidades de Coimbra e Porto, apresentado hoje.
Segundo a docente universitária Anabela Ribeiro, coordenadora do projeto MOBI-AGE, os pavimentos “antigos e irregulares” das zonas históricas dos centros urbanos e a inexistência de corrimãos em certos locais são dos fatores que mais limitam a mobilidade dos residentes e turistas seniores.
O projeto, que termina em março de 2020, pretende classificar as barreiras ao nível de acessos pedonais e transportes públicos para os mais idosos que, na sua maioria, se deslocam a pé ou de transportes públicos.
“Nós sentimos que as cidades não estão adaptadas a necessidades não só de agora, mas de um futuro muito próximo, que é de uma população idosa que tem mais dificuldade de se deslocar e que tem vindo a aumentar de forma exponencial em Portugal e nos outros países”, salientou a investigadora, na apresentação do estudo em Coimbra.
Segundo Anabela Ribeiro, o princípio dos investigadores internacionais que têm estudado esta temática “é que, adaptando as cidades para estas pessoas, está-se a tornar as cidades ótimas para quaisquer pessoas”.
O estudo incidiu na Alta de Coimbra e na Baixa do Porto, que estão classificadas como Património Mundial da UNESCO, e incluiu entrevistas a 20 idosos ali residentes e turistas seniores provenientes de vários países em cada uma das cidades.
“A população idosa é, de uma forma geral, mais ativa do que aquilo que pensamos. Como têm mais tempo, andam muito a pé e de transportes públicos”, sublinhou Anabela Ribeiro, docente do departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra.