Mundo | Revolução Francesa – 230 anos depois

Mundo | Revolução Francesa – 230 anos depois

13 de Julho, 2019 0 Por Carlos Joaquim
O ódio a todas as desigualdades levou uma minoria revolucionária ao terror sanguinário da Revolução Francesa. O mesmo processo revolucionário prossegue hoje em todo o mundo, e o conhecimento dessa revolução paradigmática nos ajuda a combatê-lo com eficácia.
*Renato William Murta de Vasconcelos
Depois da revolução protestante (1517), uma segunda grande explosão do processo revolucionário,1preparada com longa antecedência, desencadeou a partir de 1789 na França uma série de transformações políticas, sociais e religiosas que inauguraram a era contemporânea. No conjunto das suas vertentes moderadas e radicais, difundiu ideias republicanas pelo mundo inteiro, derrubou monarquias milenares na Europa e abriu o caminho para a Revolução Comunista de 1917.
Os elementos mais radicais da Revolução Francesa estavam concentrados na facção jacobina. Segundo a utopia que os guiava, havia sobre os franceses dois jugos insuportáveis: o da superstição, representada pela Religião Católica; e o da tirania, constituída pelo governo monárquico. Com fervor “humanitário”, levantaram-se os “amigos do povo” para dissipar as trevas da “superstição” eclesiástica e quebrar os grilhões da “tirania” real. A intenção aparente seria, no final do processo, devolver o poder ao povo, tornando-o seu único detentor. Se algum ingênuo imagina que era essa a intenção, o mínimo que esse mesmo ingênuo pode constatar é que o objetivo real era a evidente tirania que se implantou em todo o mundo.