Inverno é para ir para o frio. Que tal a Islândia?

30/12/2017 0 Por Carlos Joaquim
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Fugas

 
 
  Alexandra Prado Coelho  
No Inverno, as hipóteses do viajante (pelo menos as mais evidentes) são duas: ou pegamos na mala e partimos para um destino tropical, tentando esquecer que há estações do ano e que cada uma tem o seu tempo; ou assumimos que é mesmo Inverno e partimos para um lugar… invernoso. Foi o que fez o Sousa Ribeiro, que, acompanhado pelo filho, Rafael, se aventurou por entre as neves da Islândia, partindo das zonas mais turísticas do Sul e seguindo para Norte, onde “sente-se mais a solidão” e “o apelo à serenidade é constante”, como diz uma canadiana que encontra pelo caminho. Viagem de pai e filho, com direito a aurora boreal.
Muito diferente é o destino escolhido por Rute Barbedo, que partiu para o Montenegro, país que “é metade do Alentejo” mas cuja superfície é multiplicada por “um dominó de montanhas e fiordes”. Esta história tem, para além de uma natureza “perfeita”, muita identidade, ou não estivéssemos no país onde se filmou um dos últimos 007, Casino Royale. Como escreve a Rute: “Este pedaço dos Balcãs tem décor para isso: ‘Don Juans’, histórias de máfia, sexy ladys, bebida e tabaco baratos e paisagens de luxo”.
Para quem não quiser ir tão longe e opte por ficar por Lisboa, também temos boas sugestões. Uma delas é ir dormir ao mais recente cinco estrelas da cidade, o Corpo Santo Lisbon Historical Hotel, perto do Cais do Sodré. O João Pedro Pincha já foi e andou a espreitar os muitos vestígios históricos deste hotel, da Muralha Fernandina à Torre de João Bretão, e a descobrir as diferentes inspirações de cada piso. “Há o ambiente Norte de África, depois o da África Central (romãzeiras e cheiro a cacau). Ásia (pagodes, cheio a incenso), América (araras, tucanos, cheiro a baunilha)” e, pelas janelas, Lisboa.
E, para renascer depois da época natalícia e ficar em forma para receber 2018, o programa ideal é aquele que Leonete Botelho aqui descreve como “uma fuga de luxo no coração de Lisboa”: o spa do hotel Tivoli Liberdade. Há tratamentos de corpo e de rosto, estes com produtos da marca Biologique Recherche, tudo sob a orientação de Lúcia Cunha, uma especialista que trabalhou na China, onde ganhou o prémio do melhor spa.
Mas tudo isto abre o apetite, certamente. Por isso, despedimo-nos de 2017 com a sugestão do José Augusto Moreira (e foto, aí em baixo, do Nelson Garrido), a não perder: o Muro by Joachim Koerper, no Muro dos Bacalhoeiros, Porto. O que comer? Caldo verde, bacalhau assado, peixe fresco, caldeirada e cozido à portuguesa, num espaço muito especial, o belo edifício que durante longos tempos foi sede da companhia de vinhos do Porto Calém. 

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Os armazéns de Lisboa têm no topo um novo espaço com uma vista excepcional sobre a cidade e restaurantes de chefs com estrelas Michelin. É o Gourmet Experience.