Cadáver passa despercebido na cadeia de Coimbra

15/01/2016 0 Por Carlos Joaquim
Um recluso do Estabelecimento Prisional (EP) de Coimbra foi encontrado morto na sua cela, ao início da noite desta quarta-feira. Ainda no local, um médico estimou que o óbito ocorreu mais de dez horas antes de o cadáver ser detetado.
Questionada pelo Jornal de Notícias, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais confirmou o óbito, afirmando que “foram chamadas as autoridades competentes (PSP, Polícia Judiciária e Instituto de Medicina Legal), aguardando-se os resultados da autópsia para se conhecerem as causas e a hora da morte”.
Depois de o cadáver ser detetado, pelas 18.30 horas de quarta-feira, foi visto por um médico legista que, numa avaliação preliminar, comentou que o óbito já teria ocorrido há mais de dez horas, contou fonte do EP de Coimbra.
O recluso em causa era da Figueira da Foz, tinha 43 anos e, segundo a Direção-Geral, “vinha sendo continuadamente acompanhado pelos Serviços Clínicos do Estabelecimento e pelos dos Hospitais da Universidade de Coimbra”. A outra fonte acrescentou que ele esteve internado, há alguns meses, com sintomas de tuberculose.
Sobre o sucedido na quarta-feira, a Direção-Geral informou ainda que “o recluso se encontrava na cela com um companheiro, que não reportou nada de anormal até ao momento da deteção da ocorrência, sendo que também nada foi constatado no período de almoço”.
Mas, se nada de anormal reportou, o companheiro do recluso em causa também não reparou nele qualquer movimento e, quando saiu para o pequeno-almoço, julgou que o outro tinha ficado a dormir, contou fonte prisional, observando que, no EP de Coimbra, é possível os reclusos saírem das celas de manhã e passarem o dia todo fora, nos espaços comuns da cadeia.
Os reclusos são contados a primeira vez pelas 8.30 horas da manhã, ocorrendo a segunda contagem à hora de almoço. Contudo, o guarda que as fez viu o recluso na cama e não terá valorizado o facto de ele não ter dito nada em nenhuma daquelas ocasiões. Só às 18.30 horas é que estranhou encontra-lo na mesma posição e reparou que estava morto.
Fonte: JN